MME enquadra usinas térmicas, eólicas, solares e PCH no Reidi

Projeto de reforços em subestação no Pará também é classificado no Regime

O Ministério de Minas e Energia anunciou na última quarta-feira, 2 de dezembro, o enquadramento de diversos tipos de usinas espalhadas pelo Brasil no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura. As térmicas Rio Grande (RS) e Novo Tempo (PE) recebem a construção de dois blocos de geração, composto por duas turbogeradoras a gás e um turbogerador a vapor, que totalizam 1.238 MW de capacidade instalada em cada uma. As obras nas usinas terão início em 1º de junho de 2016, e vão até 1º de dezembro de 2018. Ao todo, serão investidos R$ 6,2 bilhões nos empreendimentos. Também conseguiu a classificação por parte do MME a eólica Ventos de São Virgílio 2, no Piauí.

O projeto contempla a construção de quinze unidades geradoras, capazes de atingir 30 MW de potência. O período de execução das obras fica entre 1º de março de 2018 e 1º de janeiro de 2019. O investimento aplicado na usina chega a R$ 130,7 milhões. Outra eólica autorizada a entrar no Reidi foi a Umburanas 17, localizada na Bahia. Nove turbinas serão implantadas, que alcançam 24,3 MW de capacidade instalada. A execução das obras começa em 1º de maio de 2018, com previsão de término para 1º de janeiro de 2019. Os custos do projeto somam R$ 85,7 milhões.

O Ministério autorizou também a entrada no Reidi do projeto de reforços na subestação Xinguara 2, no Pará, e de propriedade da empresa Atlântico Concessionária de Transmissão de Energia do Brasil. O programa de melhorias abrange a complementação do módulo de infraestrutura geral e de manobra e a instalação de transformador trifásico e de módulos de conexão. As obras serão iniciadas em 1º de fevereiro de 2016, e vão até 31 de janeiro de 2018, com demanda de investimento de R$ 12,1 milhões.

Usinas solares também conseguiram a aprovação para enquadramento no Regime. A primeira delas se trata da fotovoltaica FRV Massapê, localizada no Ceará. Serão construídas trinta unidades geradoras na usina, que totalizam 30 MW de potência. O período de obras fica entre 1º de agosto de 2015 e 1º de outubro de 2017. O custo do projeto chega a R$ 160,4 milhões. A outra solar é a UFV Guaimbé 5, em São Paulo. A usina também vai receber a implantação de trinta unidades, com capacidade instalada de 30 MW. O investimento aplicado no empreendimento é de R$ 150,4 milhões. O MME classificou ainda no Reidi a PCH Lajari, no Mato Grosso. Serão construídas duas turbinas na pequena  entral hidrelétrica, que atingem 20,8 MW de potência. O projeto envolve recursos da ordem de R$ 98,7 milhões. Todos os valores divulgados por parte do MME não incluem a contabilização de impostos.