Começa o leilão de usinas existentes

Governo espera arrecadar até R$ 17 bilhões com bônus de outorga para as 29 UHEs que foram colocadas em disputa

O leilão de 29 usinas que não tiveram seu contrato de concessão renovado acaba de começar na sede da BM&FBovespa, em São Paulo. A sistemática do certame colocou os lotes de usinas que contém sublotes à frente na disputa, que começa pelo maior em termos de potência instalada, o lote E (sublotes E1 e E2) que é composto pelas UHEs Jupiá (SP/MS, 1.551 MW) e Ilha Solteira (SP/MS, 3.444 MW) respectivamente. Com essas usinas o governo federal espera arrecadar cerca de R$ 14 bilhões de um total de R$ 17 bilhões em bônus de outorga.

Na sequencia deste lote vem o B composto de dois sublotes no estado do Paraná sendo o B1 com a maior usina que era da Copel e não foi renovada a UHE Governador Parigot de Souza com 260 MW de capacidade instalada, já no B2 estão duas usinas menores que somam 39,7 MW.
Logo após vem o lote D, cujo interesse a Cemig já manifestou recentemente. Esse é o maior agrupamento de usinas com 18 centrais divididas em quatro sublotes. O maior é o D1 composto pela UHE Três Marias que responde por cerca de metade do lote em termos de capacidade instalada, 396 MW e bônus de outorga de R$ 1,26 bilhão. O D1 é composto por duas centrais, Itutinga e Salto Grande que somam 154 MW de capacidade, o D3 apenas por Camargos com 46 MW e o D4 é formado por 14 PCHs de potência que varia entre um a 18 MW
Caso haja ao menos uma proposta válida para o lote inteiro e uma para um sublote o leilão seguirá para a competição cruzada. Caso não haja proposta para lote a sessão seguirá para o leilão de sublotes, ainda que não haja interessados em todos esses sublotes. Já no caso contrário, de propostas para o lote apenas o certame continuará normalmente. Após esses, serão colocados em disputa o A e o C, com usinas localizadas em Goiás e no estado de Santa Catarina e que não possuem sublotes.
O lance é pelo preço da prestação do serviço, leva quem oferecer o menor valor e ainda estiver disposto a pagar o bônus de outorga pela usina, uma cobrança que foi instituída pelo governo federal para esse certame face as dificuldades financeiras que o país vive. A expectativa é de arrecadar até R$ 17 bilhões sendo que esse valor terá que ser pago em duas parcelas, uma de 65% no ato da assinatura do contrato de concessão e os 35% restantes até 180 dias após a assinatura e esse valor não contará com apoio do BNDES.
A diferença entre os lances deverá ser maior do que 5% entre a primeira e a segunda melhor proposta, caso contrário a disputa irá para o viva voz com lances sem intervalo mínimo estabelecido para a redução de preço.