Economia com horário de verão é calculada sobre uma base de consumo menor, diz MME

Impacto da medida é, porém, da mesma ordem de grandeza do ano passado

A economia projetada pelo governo com o horário de verão que começa no próximo domingo, 18 de outubro, já considera as novas estimativas de consumo resultantes da desaceleração da economia. “ É fato que voce tem uma redução do consumo de energia pela redução do crescimento da economia do país”, reconheceu o secretário executivo do Ministerio de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 15.

Ele acrescentou, porém, que o impacto do novo horario é da mesma ordem de grandeza do ano passado. “Não diria que esse ano o horário é  mais necessário que em outros anos, mas os benefícios são incontestes. Nós poderíamos operar o sistema sem horário de verão”, disse Barata.

O novo horário vai se estender até 21 de fevereiro de 2016, periodo em que os relógios serão adiantados uma hora em relação ao horario normal nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O governo estima que a medida vai significar economia na ponta de carga da ordem de R$ 7 bilhões, correspondente ao investimento que teria de ser feito em novas fontes de geração.

Em termos percentuais, é esperada economia de 4,5% da demanda na ponta e de 0,5% em termos de carga, o que equivale ao consumo total de Brasília durante um mês e à metade do consumo de uma cidade como Curitiba também em 30 dias. “É um beneficio para o país e para o setor”, destacou o secretário.

O horário de verão é adotado no Brasil desde a década de 1930, com algumas interrupções. Como em outros anos, ele não será aplicado nas regiões Norte e no Nordeste, onde não há diferença significativa de aproveitamento da luminosidade no horário de pico  de consumo, entre 19h e 21h. Isso ocorre devido à maior proximidade da maioria dos estados dessas regiões com o equador.