Braga diz que governo está otimista com leilão de hidrelétricas

Segundo o ministro, há interessados, o que torna possível a meta de arrecadação com as outorgas

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse nesta quarta-feira, 23 de setembro, que o governo está otimista em relação ao resultado do leilão das 29 concessões de usinas existentes, previsto para o dia 30 de outubro. Braga acredita que será possível atingir a meta de arrecadação com as outorgas dessas usinas de R$ 11 bilhões este ano e mais R$ 7 bilhões em 2016, pelo grande interesse de investidores nacionais e estrangeiros.

“Estamos conversando com os principais interessados, que é Cemig, Cesp e Copel. Estamos conversando também com o mercado, com a parte de banco etc., e estamos bastante otimistas de que será possível sim. Nós não fizemos essa resolução sem um ampla conversa”, destacou, em referência à resolução do Conselho Nacional de Politica Energética que tratou da bonificação a ser paga pelas usinas participantes do leilão.

Perguntado sobre o impacto da alta do dólar sobre as estatais do setor de energia, o ministro afirmou que o maior desafio é da Petrobras, por causa do endividamento na moeda americana. Ele destacou, porem, que está confiante de que haverá uma acomodação nos próximos dias, principalmente quando o mercado perceber que o governo está conseguindo votar matérias importantes da chamada pauta-bomba no Congresso Nacional. Esses projetos aumentam os gastos da União. “Eu acho que ontem nós resolvemos de 80% a 90% dessa pauta. Ficaram pouquíssimos vetos ainda para ser discutidos. É verdade que tem uma que é central, que é a questão do Judiciário, mas acho que tivemos uma grande sinalização no dia de ontem para o mercado.”

Em relação à Eletrobras, Braga destacou que, numa avaliação realista, a conclusão é de  que a empresa tem conseguido resultados importantes, com as estratégias que têm sido discutidas pelo governo. Uma delas, ainda em discussão, é a repactuação do risco hidrológico das hidrelétricas, que afeta de forma significativa as empresas do grupo. “A modulação do GSF (fator que reflete o déficit, geração das usinas), que já está no Congresso Nacional, impacta sobremaneira a Eletrobras”, afirmou.