Demanda de energia deverá seguir ritmo do segundo trimestre, acredita Equatorial

Empresa aposta no aperto do combate às perdas na Celpa para aumentar o volume de energia faturada

A Equatorial acredita que a demanda de energia no ano deverá ficar no mesmo nível verificado no segundo trimestre do ano. A companhia reportou um aumento de 5% no volume de energia requerida na área de concessão da Cemar, para 1.743 GWh enquanto na Celpa esse indicador ficou em 0,5%, para 2.909 GWh apesar da redução de 5% nas vendas de energia no estado do Pará.

De acordo com o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Equatorial, Eduardo Haiama, esse deverá ser o desempenho da demanda de energia nas duas regiões. “A diferença em termos de volume vendido dependerá do sucesso da empresa em combater as perdas”, disse ele em teleconferência com analistas e investidores sobre os resultados do segundo trimestre da companhia.
Uma das apostas da empresa é a reformulação nos processos de combate a essas fraudes, que voltaram a subir depois de dois anos de recuo na área de concessão da Celpa. Conforme revelado pela empresa em seu resultado trimestral, o indicador de perdas comerciais avançou quase 3 pontos porcentuais ante o reportado ao final do primeiro trimestre, para 45,2%, índice 11,2 p. p. acima da meta regulatória.
A Equatorial concentra os trabalhos de combate a perdas em uma gerência para as duas concessionárias desde o primeiro trimestre. Agora, afirmou o executivo da Equatorial, com a consolidação dos trabalhos e dos processos e que a companhia pode ter uma nova trajetória de queda das perdas. “Acreditamos que a reformulação implementada pode ter ruídos no curto prazo, mas estamos começando a ver os frutos desse trabalho. Então vamos esperar e conseguir, de novo, fazer com que a trajetória de perdas tenha tendência de baixa. O quão baixo será esse indicador dependerá de uma série de questões, inclusive como ficará o cenário macroeconômico, se piora ou não”, comentou.
Quanto ao assunto da privatização de distribuidoras da Eletrobras, Haiama voltou a afirmar que estão dispostos a avaliar todas as empresas, sem preferências regionais. Segundo ele, a gestão da Equatorial pode ser aplicada a qualquer uma delas e que o apetite dependerá muito da concorrência, que tem efeito direto no preço de aquisição.