Começa o leilão do segundo bipolo de transmissão de Belo Monte

Receita anual permitida máxima é de R$ 1,2 bi e prazo para a conclusão da obra é de 50 meses. Estão habilitados Abengoa, State Grid e Consórcio Xingu formado por Eletronorte e Furnas

Começou o leilão de transmissão do segundo bipolo da UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW). O certame é realizado na sede da BM&FBovespa, em São Paulo, e promete ser rápido, pois há apenas um lote em disputa. Estão agrupados duas estações conversoras, duas linhas de transmissão, um seccionamento da linha de 500 kV e dois compensadores síncronos. A previsão de investimento feito pela Aneel é de R$ 7 bilhões. O prazo de conclusão é de 50 meses. A receita anual permitida máxima pelo empreendimento é de R$ 1,2 bilhão. Estão habilitados Abengoa, State Grid e Consórcio Xingu formado por Eletronorte e Furnas

A homologação do leilão deverá ocorrer apenas em 18 de agosto, segundo o cronograma do leilão. A data de assinatura do contrato de concessão está prevista para o início de outubro.
No leilão do primeiro bipolo, ocorrido em 2014 houve apenas dois proponentes, o IE Belo Monte formado pela State Grid (51%), Furnas (24,5%) e a Eletronorte (24,5%) e que arrematou o projeto, além da espanhola Abengoa. O deságio oferecido pela vencedora foi de 38% sobre a RAP máxima permitida. Contudo, a perspectiva para o certame desta sexta-feira, 17 de julho, é de que não deverá ser verificado grande apetite por parte dos investidores.
Um dos motivos são as condições do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Entre as condições estão a participação máxima da entidade de fomento é de 50% dos itens financiáveis e o prazo máximo de amortização da dívida é de até 14 anos. O custo financeiro é a TJLP, a remuneração básica do banco está em 1,2% ao ano. Há ainda a possibilidade de conversão do sistema de amortização da dívida do BNDES de SAC para Price quando houver a emissão de debêntures de Infraestrutura pela beneficiária do crédito.