Previsão de afluência na região Sul recua 40%

Projeção do ONS indica que ENA no sul deverá ser de 65% para o final de maio, nas demais regiões a perspectiva é de elevação

A afluência prevista para o final de maio no submercado Sudeste/Centro-Oeste voltou a subir, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico. A nova previsão é de que alcance 102% da média histórica uma variação de dois pontos porcentuais ante a previsão da semana passada. O destaque negativo ficou para a região Sul, cuja nova projeção é de 65% da MLT, queda de 42 p.p. No Norte, a previsão de Energia Natural Afluente é de 112% e no Nordeste de 63%, aumentos de seis e de quatro pontos porcentuais, respectivamente.

Seguindo o volume de ENA projetado para o mês, o nível de armazenamento esperado para os reservatórios em maio é de aumento para todos à exceção do Sul. Em relação à previsão da semana passada, o ONS estimou o nível do SE/CO em 36,7% ante 36,5%. No Sul a previsão é de queda de 44,7% para 33,2% da capacidade máxima. No Norte, deverá fechar o mês em 82,8% ante os 82,5% projetados sete dias antes e, no submercado Nordeste, está prevista elevação de 0,4 ponto porcentual para 27,2% da capacidade naquela região.
Apesar dessa melhoria de previsão de ENA em três dos quatro submercados do SIN, o custo marginal de operação médio para a semana operativa que se inicia neste sábado,16 de maio voltou a aumentar. Desta vez, ficou diferente apenas no Norte do país com R$ 107,69/MWh, nos demais ficou em R$ 442,06/MWh. As cargas leve e média foram estabelecidas em R$ 451,79/MWh e a leve a R$ 424,99/MWh. No Norte esses patamares estão em R$ 135,69/MWh na pesada, R$ 112,13/MWh na média e R$ 92,96 na leve.
Segundo o informe semanal do Programa Mensal de Operação, a perspectiva de carga é de recuo de 2%. O destaque é a retração da demanda que deverá ser verificada no SE/CO com 4,5% a menos do que no mesmo mês do ano passado. No sentido contrário está o Nordeste com elevação prevista de 6%. No Sul, o ONS projeta queda de 0,9% e no Norte a retração deverá ser de 1,7% na comparação com o mesmo mês de 2014.
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