Consumo de energia teve elevação de 0,5% em novembro, afirma CCEE

Análise aponta crescimento de 8,4% no consumo no mercado livre e queda de 2,5% no cativo em decorrência da migração para o ACL

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 21 de novembro apontam aumento de 0,5% no consumo e de 0,6% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2016. As informações foram divulgadas na última quinta-feira, 23 de novembro, na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

Em novembro, o consumo de energia no SIN registrou elevação de 0,5% com 59.986 MW médios frente aos 59.672 MW médios consumidos no mesmo período do ano passado. No Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), o consumo tem queda de 2,5%, índice que leva em conta a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Caso esse movimento de mercado fosse desconsiderado, haveria aumento de 1% no consumo do ACR.

Já o consumo no Ambiente de Contratação Livre – ACL, apresenta elevação de 8,4%, índice que incorpora as novas cargas vindas do mercado cativo (ACR) na análise. Quando a presença desses novos consumidores não é contabilizada nos cálculos, o ACL apresenta leve queda de 0,4% no consumo.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela câmara, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de metalurgia e produtos de metais veículos e têxtil registram incremento no consumo, com 6,1%, 1,7% e 1,3%, respectivamente, mesmo quando a migração é desconsiderada. Nesse mesmo cenário, os maiores índices de retração pertencem aos segmentos de madeira papel e celulose , com 9,9%, minerais não-metálicos, 6,6% e saneamento, com 4,2%.

A geração de energia no Sistema, por sua vez, também registra leve aumento em novembro com a entrega de 62.368 MW médios no período, montante de energia 0,6% superior ao registrado em 2016. Os números são impactados pelo aumento de 21,6% na produção de usinas térmicas e de 13,3% na geração eólica. A análise da geração hidráulica, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, indica queda de 8,1% no período.

O Boletim ainda apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em novembro, o equivalente a 66,84% de suas garantias físicas, ou 39.595 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 71,2%.