Governo do PR define nova coordenação para programa de estimulo a renováveis

Objetivo é trabalhar com segmentos de pesquisa, universidades e setor produtivo para ampliar as ações do programa; uso de dejetos animais para geração de energia é um dos principais temas a ser tratado

O governador do Paraná Beto Richa assinou um decreto na última quarta-feira, 24 de janeiro, que transfere para a Secretaria de Estado de Planejamento a coordenação do Programa Paranaense de Energias Renováveis. A nova coordenação terá como objetivo trabalhar com segmentos de pesquisa, universidades e o setor produtivo para ampliar as ações do programa, que promove e incentiva a produção e o consumo de energias renováveis, sobretudo eólica, solar e biomassa.

“Vamos unir as forças do Paraná na área de pesquisa, universidades, setor produtivo e empresarial para trabalhar no incentivo à produção de energia renovável”, disse o secretário de Planejamento, Juraci Barbosa. Ele explicou que um dos principais temas a ser tratado é o uso de dejetos animais, a exemplo de suíno e bovino, para a geração de energia.

O Estado tem o maior rebanho de suínos do País, com 7,13 milhões de cabeças, segundo dados do IBGE. “Precisamos dar um fim para os resíduos produzidos pelos animais e um dos destinos poderia ser a energia renovável”, disse Barbosa.

Em setembro do ano passado, o secretário participou de uma comitiva, organizada pelo Sistema Faep/Senar-PR, que visitou Itália, Alemanha e Áustria, países onde a energia renovável é uma realidade. “Conheci vários sistemas adotados e isso contribuirá para criarmos um novo modelo para o Estado, que tem grande potencial”, complementou ele.

O governo paranaense tem outros projetos voltados à produção de energia renovável, todos alinhados com a política energética nacional, que prevê redução da participação da hidroeletricidade de 81% para 73% até 2020 e a ampliação da geração de energia proveniente de biomassa de 5% para 10% e da energia eólica de 0,4% para 4%.

A Fomento Paraná e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) oferecem linhas de financiamento para empreendimentos de geração, transporte, transmissão e consumo de energia elétrica. Já a Copel criou a Coordenação de Energias Renováveis, focada no desenvolvimento de um modelo de geração de energia renovável não agressiva ao patrimônio natural do Estado.

Outro projeto é o Smart Energy Paraná, feito pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e que busca a adequação da rede de energia elétrica convencional em rede inteligente e a disseminação da geração distribuída pelas renováveis.