Carga do SIN cresceu 1,5% em 2017, aponta ONS

Instituições do setor elétrico divulgam novo boletim conjunto sobre carga, consumo e geração no país

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgam nesta quinta-feira (8/3) um estudo inédito sobre o desempenho do setor elétrico. No boletim, as instituições evidenciam o comportamento do segmento no ano passado e a relação com a situação econômica do país.

O estudo indica que a carga global (ONS), a geração e consumo no ponto de conexão (CCEE) e o consumo na rede (EPE) tiveram um pequeno crescimento em 2017. De acordo com dados da CCEE, a geração e o consumo, por exemplo, cresceram aproximadamente 1,3%. Já a energia gerada para atendimento à carga global do SIN teve crescimento de 1,5% em 2017 e o consumo na rede, 0,8%.



Os resultados são explicados tanto pelo baixo desempenho do setor em 2016, quanto pela suave evolução da economia nacional. A percepção é que a conjuntura econômica está progredindo de maneira lenta e gradual com alguns sinais de recuperação, como a queda da inflação, o recuo da taxa de juros, o aumento das importações e o avanço da produção industrial no ano.

No entanto, devido aos últimos anos de crise econômica (2015 e 2016), a evolução do consumo apresentada em 2017 recoloca o Brasil apenas no mesmo patamar de 2014. Mesmo assim, é salutar o fato de que a maioria das atividades industriais analisadas apresenta aumento do consumo de energia, mesmo ao desconsiderar a migração de cargas para o mercado livre. Os setores do Comércio (46,3%), de Telecomunicações (35%) e de Serviços (30,9%) foram aqueles que mais cresceram. Já o setor Químico foi o único a registrar retração do consumo em 2017 (-0,5%).

O crescimento da geração foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção eólica e das térmicas, enquanto as usinas hidráulicas tiveram queda em 2017, mesmo continuando como principal fonte de energia brasileira. Já em relação à representatividade por estado, São Paulo lidera com 28% de toda a energia gerada no país.

Uma das inovações desse boletim foi a consolidação dos resultados de cada instituição, que decorrem de suas distintas atribuições, num único documento e a apresentação das principais diferenças entre eles. Essa compatibilização das informações, decorrente do trabalho conjunto entre as instituições, permite avaliar as tendências de evolução considerando diferentes aspectos do setor. Clique aqui para conferir mais detalhes e informações sobre o consumo, geração e comportamento da carga em 2017.