Falha no sistema de proteção e desligamento de máquinas no NE agravaram apagão

Conclusão foi apresentada pelo ONS na reunião mensal do CMSE, em Brasília

O blecaute ocorrido no último dia 21 de março foi agravado pela falha do sistema especial de proteção que deveria ter atuado para manter a segurança do sistema após a perda do linhão de Belo Monte, e também por desligamentos de unidades geradoras na região Nordeste. A conclusão foi apresentada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico nesta quinta-feira, 5 de abril, durante apresentação na reunião mensal do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.

O desligamento da LT Xingu-Estreito foi provocado por uma falha no disjuntor associado ao barramento de 500 kV da subestação Xingu, que levou à queda da linha em 800 Kv, operada pela Belo Monte Transmissora de Energia. A ocorrência desligou grande parte das cargas das regiões Norte e Nordeste do país, e deixou 70 milhões de pessoas sem energia elétrica.

Além das duas regiões, houve cortes de carga determinados pelo ONS nos demais subsistemas do Sistema Interligado, pelo acionamento do Esquema Regional de Alívio de Carga. No total, houve a perda de 21.700 MW em todo o país.

Em nota divulgada após a reunião de hoje, o CMSE informou que “já foram tomadas medidas corretivas na subestação de Xingu e no sistema de proteção associado ao Bipolo HVDC 800 kV Xingu – Estreito.” Segundo a nota “as análises continuam em andamento e em breve o Relatório de Análise da Perturbação será concluído”. O ONS marcou para esta sexta-feira, 6, uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro para apresentar as conclusões sobre as causas do apagão.