Geração distribuída em clube de MG deve gerar economia de R$ 3,5 milhões em 25 anos

Sistema com 936 painéis fotovoltaicos instalados pela Engie suprirá 74% da energia elétrica de um dos maiores clubes de lazer do país, o Max Min, o primeiro a contar com um sistema desse porte

Em uma iniciativa pioneira entre clubes recreativos do país, o Max Min Clube, de Montes Claros (MG), irá inaugurar um sistema próprio de geração de energia elétrica a partir da luz solar. A iniciativa conta com 936 painéis fotovoltaicos já instalados pela Engie, ocupando uma área de 1.656 m². Uma parte dos equipamentos está servindo como cobertura de estacionamento, cuja capacidade é para 124 automóveis, e outra está instalada sobre o telhado de um ginásio de tênis. A inauguração do empreendimento está marcada para a próxima sexta-feira, 25 de maio.

Segundo o Max Min, o investimento na mini UFV girou em torno de R$ 1,3 milhão, devendo ser quitado num prazo de até oito anos. Os painéis terão capacidade para gerar 248,04 kWp, o que deve suprir 74% do consumo de energia elétrica do Clube. A estimativa é de que a economia na fatura de energia possa chegar aos R$ 3,5 milhões nos próximos 25 anos, prazo que equivale a garantia das placas solares.

O presidente da Engie Solar, Rodolfo de Sousa Pinto, destacou o pioneirismo do clube, reforçando a postura de vanguarda do mesmo ao aplicar recursos em um sistema fotovoltaico. “É muito importante destacar que o Max Min é um dos clubes pioneiros em Minas Gerais e no Brasil a buscar, na energia solar, a solução para o alto custo da eletricidade. Acreditamos que ações como esta ajudarão a popularizar a fonte solar no país, o que trará ganhos para o meio ambiente e para a economia”.

A decisão da diretoria do clube de investir na geração solar própria foi tomada diante das altas constantes no preço da eletricidade. “Passamos um ano buscando alternativas para solucionar nosso problema com o alto custo da energia. Depois de analisar várias opções, foi a energia solar que se mostrou a solução mais viável e estamos muito satisfeitos com o acordo que fechamos com a Engie”, afirmou Wagner Batista Castro, presidente do Max Min Clube. O contrato foi assinado em outubro de 2017 e a usina instalada em seis meses.

Juntamente com o aporte para instalação dos painéis fotovoltaicos, a instituição organizou um plano para aumentar sua eficiência energética e está trocando lâmpadas comuns por LED. O projeto, ainda em andamento, já gerou uma redução de 33% no valor da conta de energia elétrica.

Além da questão econômica, Castro também comemorou o fato da iniciativa propor o uso dos recursos naturais alinhados ao pilar da preservação ambiental, proporcionando bem-estar e segurança aos associados, colaboradores, parceiros e visitantes do clube: “São projetos importantes que estão alinhados com outras ações de preservação do meio ambiente, como o reaproveitamento de 90% da água. O clube leva muito a sério a sustentabilidade e quando conseguimos aliar com corte de gastos, é melhor ainda”, avaliou. Ao longo dos próximos 25 anos, o sistema de energia solar do Max Min Clube evitará a emissão de 4.950.363 quilos de dióxido de carbono, o que equivale a plantar 9.095 árvores.