Cemig projeta investir R$ 7,5 bilhões no período de 2018 a 2022

Em 2018, a Cemig D espera um crescimento de 5% do mercado total; 2% em 2019 e 3% ao ano durante 2020 e 2022

A Cemig divulgou nesta terça-feira, 29 de maio, seu programa de investimento para o horizonte que compreende os anos de 2018 a 2012. A companhia prevê investir R$ 7,5 bilhões no período, sendo R$ 6,05 bilhões no segmento de distribuição e R$ 1,5 bilhão no setor de geração.

Do total de investimentos previstos para distribuição, R$ 4,63 bilhões serão utilizados para melhorar a infraestrutura do sistema elétrico. Em 2018, a Cemig D espera um crescimento de 5% do mercado total (fornecimento e transporte); 2% em 2019 e 3% ao ano durante 2020 e 2022. A projeção para o indicador de endividamento da companhia é ficar em 3,6x (Dívida Líquida/Ebitda) em 2018, caindo para 2,5X em dezembro de 2019.

Em geração, a Cemig pretende investir R$ 283 milhões em operação e manutenção entre 2018 e 2022. Outros R$ 278 milhões serão aportados nas suas subsidiárias Amazônia, Aliança Norte, Guanhães, Itaocara e Renova. O maior valor, R$ 945 milhões, será utilizado no reforço e na melhoria das linhas de transmissão.

O diretor Comercial da Cemig, Dimas Costa, disse em reunião com analistas de mercado em Minas Gerais que a empresa está conversando com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para tentar repotencializar hidrelétricas menores da empresa. Essa recapacitação poderia ser financiada com a receita de geração das próprias usinas, permitindo um incremento de 10 MW de energia firme no portfólio de geração da Cemig nos próximos quatro anos. A empresa também tem concessões vencendo. “O grande desafio da Cemig G é a renovação dessas concessões”, disse.

A projeção para o indicador de endividamento da Cemig G&T é ficar em 3,04x (Dívida Líquida/Ebitda) em 2018, chegando a dezembro de 2019 em 3,30x. O guidance 2018 da Cemig G&T considera as seguintes premissas para o horizonte 2018/2022: cenário hidrológico menos adverso; não considera a alienação dos ativos prevista no plano de desinvestimentos; renovação de contratos com clientes livres; não considera o recebimento da indenização dos ativos de geração; melhora nos resultados de suas coligadas.