Consumo cresceu 3,5% em abril, afirma EPE

Resenha Mensal do Mercado aponta crescimento de consumo em todas as principais classes, com destaque para o resultado expressivo de 6% na residencial

O consumo de energia elétrica na rede das distribuidoras totalizou 40.606 GWh em abril, de acordo com dados da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, publicada pela Empresa de Pesquisa Energética. O volume foi 3,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Já no acumulado de 12 meses, o consumo teve acréscimo de 1,1%, chegando a 467.215 GWh.

Todas as regiões do país tiveram avanço na demanda energética, com exceção do Norte, que caiu 1% influenciado pelo consumo industrial. O destaque ficou com o Sudeste, que cresceu 4,9%, enquanto Sul, Nordeste e Centro-Oeste subiram 3,4%, 2,2% e 1,9% respectivamente. Enquanto o mercado cativo das distribuidoras subiu 1,2% em abril e teve redução de 3,9% em 12 meses, o consumo livre saltou 8,8% no mês e 13,5% em 12 meses.

A classe residencial foi a que mais cresceu no período, com aumento expressivo de 6,0% e consumo de 11.781 GWh, puxado pelo resultado das regiões Sudeste e Sul, com variações de 7,7% 6,1%, respectivamente, ambas sob influência principal de altas temperaturas.

Na classe industrial a elevação foi de 3,8%, com consumo de 14.538 GWh. Os dez setores que mais demandaram energia exibiram desempenho positivo no mês, com destaque para os ramos automobilístico, de papel e celulose e metalúrgico, com 9,8%, 5,2% e 4,7% respectivamente. Conforme as regiões do país, o crescimento no consumo da classe industrial da região Sudeste se sobressaiu, registrando 5,9% e representando 70% do aumento do consumo na classe em relação a abril de 2017.

Já o consumo comercial, que teve alta de 3,2% no mês, chegou a 7.298 GWh, com taxas positivas em todas as regiões, sendo a maior observada no Sudeste, 4,1%. Dentre as variáveis econômicas relevantes na classe, destaca-se o crescimento no volume de vendas do comércio varejista, as quais elevaram-se em 6,5% de acordo com a PMC/IBGE de março, puxadas pelo desempenho do segmento de hiper e supermercados em todos os estados alcançados pela pesquisa.