Renova pedirá prorrogação de empréstimo-ponte junto ao BNDES

Três dos nove conselheiros foram contrários por acreditarem que a proposta não resolve a situação da companhia

O conselho de administração da Renova aprovou a estratégia para solicitação de prorrogação do empréstimo-ponte do Projeto Alto Sertão III Fase A junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Dos nove conselheiros que participaram da votação, três foram contrários à medida, pois esta alternativa não resolve a situação da companhia e onera ainda mais os seus ativos.

Os votos contrários foram proferidos pelos conselheiros Carlos José Teixeira Corrêa, Geoffrey David Cleaver e Márcio Guedes Pereira Júnior. Em ata publicada no site da Comissão de Valores Mobiliários na noite da última segunda-feira, 25 de junho, consta a manifestação dos membros que foram contra a proposta aprovada pelo bloco de controle.

“Votamos contrário à proposta do bloco de controle para prorrogação do empréstimo-ponte do Projeto Alto Sertão III Fase A, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, em virtude de que a solução proposta pelo Bloco de Controle não resolve a situação da Companhia e simplesmente onera ainda mais os ativos da Renova, sem apresentar uma solução definitiva, de longo prazo, para a situação da empresa. Em nossa opinião, os executivos da empresa deveriam preparar um plano de negócios revisado levando em conta a real situação da Companhia, para apresentar e discutir com todos os credores, buscando uma reestruturação geral dos passivos em um contexto de prazo mais longo. Não deveríamos trabalhar, mais uma vez, com a premissa de que as negociações em curso para a alienação de Alto Sertão III serão bem-sucedidas e resolverão os problemas de curto prazo da empresa. Além disso, na proposta apresentada pela administração e que já conta com o apoio do Bloco de Controle, não está claro se os dividendos a serem pagos pela Brasil PCH, caso se obtenha a liberação das garantias pelo BNDES, chegariam até a Renova, em virtude de os mesmos terem sido oferecidos em garantia ao BTG e à própria CEMIG. Não estamos convencidos de que a posição do CEO de que o fato de não ter havido anuência do sócio da Brasil PCH invalidaria a garantia concedida.”