Ratings da Equatorial não foram afetados após aquisição da Cepisa, afirma S&P

Agência entende que empresa irá se beneficiar da expansão de seu negócio de distribuição para o estado do Piauí, que possui condições socioeconômicas semelhantes ao Maranhão e Pará, onde a companhia opera com duas subsidiárias

A S&P Global Ratings informou que os ratings da Equatorial Energia e da Celpa não foram imediatamente afetados após o anúncio de aquisição da Cepisa, confirmado no leilão da última quinta-feira, 26 de julho.

A Equatorial vai adquirir cerca de 89,94% do capital social total e votante da distribuidora alagoana, mediante pagamento de R$ 45 mil à Eletrobras e de uma outorga de R$ 95 milhões à União. Além disso, a empresa comprometeu-se a realizar uma injeção de capital de no mínimo R$ 721 milhões na subsidiária adquirida quando o contrato de concessão for assinado.

A Eletrobras também terá direto a realizar uma injeção de capital na Cepisa dentro de seis meses, podendo atingir uma participação de até 30% na empresa. A conclusão da operação está sujeita a determinadas condições, incluindo a homologação pela comissão de licitação do leilão, além de aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE e da Agência Nacional de Energia Elétrica Aneel.

Na visão da S&P, a Equatorial irá se beneficiar da expansão de seu negócio de distribuição para o estado do Piauí, que, além de ser contíguo ao Maranhão e Pará, onde operam as suas subsidiárias Cemar e Celpa, apresenta condições socioeconômicas relativamente semelhantes às destes estados.

A agência espera que o grupo seja capaz de melhorar o desempenho operacional e a qualidade dos serviços da Cepisa, especialmente considerando seu histórico positivo, com melhoras consistentes nas áreas de concessão onde atua. Embora a aquisição também envolva a assunção de dívida da distribuidora, que gira em torno de R$ 2,5 bilhões, conforme informações disponibilizadas pela Equatorial, a expectativa é de que o grupo disponha de flexibilidade financeira suficiente para manter suas métricas de crédito em linha com nosso cenário-base, com o indicador de dívida sobre EBITDA voltando para o patamar de 3,0x, após atingir o seu pico em 2019, sem comprometer seu perfil adequado de liquidez.