CCEE: Indústria aumenta consumo de energia após greve dos caminhoneiros

Setores mais impactados pela paralisação ocorrida em maio recuperam ritmo de produção em junho. Destaque ficou com veículos automotores, reboques e carrocerias

Os setores mais impactados pela greve dos caminhoneiros apresentaram aumento na demanda energética em junho. É o que afirmam os dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que aponta as indústrias de madeira, papel e celulose, veículos, alimentos e bebidas como principais destaques da análise, com 4,9%, 4,8%, 2,3% e 1,7% respectivamente, representando cerca de 21,4% do consumo do ACL na CCEE.

De acordo com o levantamento, houve aumento de 0,9% no consumo de energia em todo ao país ao longo de junho (60.394 MW médios x 59.835 MW médios), sendo que o Ambiente de Contratação Regulado – ACR registrou crescimento de 1,6% (42.393 MW médios s 41.720 MW médios) e o Ambiente de Contratação Livre – ACL uma queda de 0,6% (18.002 MW médios x 18.115 MW médios), números que já expurgam o efeito das migrações.

Apesar da leve queda observada no mercado livre, a compensação no consumo dos setores já mencionados no período após a greve dos caminhoneiros, confirmam a recuperação de alguns ramos de atividade que sofreram quedas significativas em maio.

Segundo dados do IBGE, os setores que registraram as maiores quedas na produção industrial em maio foram justamente aqueles com as principais influências positivas em junho (séries com ajuste sazonal). Destacam-se: veículos automotores, reboques e carrocerias, bebidas, produtos alimentícios e fabricação de produtos de madeira e celulose, papel e produtos de papel, com respectivamente 47,1%, 33,6%,19,4%, 17,6% e 17,9%.  Esses setores foram os mesmos que obtiveram crescimento no consumo por ramos de atividade do ACL na CCEE.

No acumulado do ano, comparando o primeiro semestre de 2018 com o mesmo período do ano passado, o ACL cresceu cerca de 1%, com destaque para o setor de veículos, metalurgia e produtos de metal extração de minerais – metálicos e madeira, papel e celulose, com respectivos 2,2%, 6,2%, 3,7% e 2,5%.