Alto Sertão III tem três empresas interessadas, diz Light

Empresa está confiante de que negócio será fechado em breve

O diretor presidente da Light, Luis Fernando Paroli, disse nesta terça-feira, 14 de agosto, que existem três empresas interessadas na aquisição do Complexo Eólico Alto Sertão III (400 MW), cujas obras estão paralisadas desde 2016. Até então, a informação que se tinha era que haviam “várias propostas não vinculantes” de investidores interessados no projeto.

“Tivemos um revés na nossa tentativa de venda do Alto Sertão III para a Brookfield, mas já temos outras três novas propostas de interessados engajados… Isso nos dá segurança de que poderemos fechar esse negócio, trazendo mais tranquilidade em nossa investida na Renova”, disse o executivo em teleconferência. A Light Energia faz parte do bloco de controle da Renova, com 17,17% do capital social, junto com Cemig GT (36.23%) e RR Comerc (13,27%).

A Agência CanalEnergia apurou, junto a pessoas próximas da negociação, que duas das interessadas são a Aliança Geração de Energia (joint venture entre a mineradora Vale e a Cemig) e a AES Tietê. As duas empresas já concluíram a fase de due diligence.

Neste semana, a Renova informou que pretende retomar as obras do complexo eólico. A empresa explicou que esse movimento faz parte da estratégia para criar valor ao ativo. Segundo o gerente de Relações com Investidores da Renova, Alessandri Dala Martha, a companhia investirá R$ 80 milhões na conclusão do Alto Sertão III para atender aos contratos do Leilão de Energia de Reserva de 2013 (159MW).

“Para o restante da obra, vai depender da negociação com os investidores”, explicou. A previsão é que a primeira parte do projeto esteja em operação comercial em março de 2019, com conclusão total em setembro de 2019.

As obras de Alto Sertão III foram paralisadas no final de 2016 por falta de recursos. A Renova já investiu cerca de R$ 400 milhões no projeto, quando concluído terá 400 MW de capacidade instalada. No final de julho, a companha conseguiu postergar o pagamento do empréstimo ponte de R$ 937,2 milhões com o BNDES. O endividamento total da Renova soma R$ 1,87 bilhão.