Índice Comerc aponta Teresina como melhor capital para projetos solares no país

Cidade lidera o Índice Comerc Solar para empreendimentos de baixa tensão, onde o retorno dá-se em 2,86 anos. Já em Rio Branco, na alta tensão, o investimento é pago em até 8,21 anos, ficando em último lugar no ranking

A atualização do Índice Comerc Solar de agosto segue comprovando que a energia proveniente de fonte solar é um investimento de rápido retorno no país. De acordo com o ranking, entre as capitais brasileiras, os consumidores de baixa tensão na área da distribuidora Cepisa, em Teresina, são os que têm um payback mais rápido, de 2,86 anos. Já o retorno mais lento dá-se em Rio Branco, na área da distribuidora EletroAcre, em 8,21 anos na alta tensão.

Marcel Haratz, diretor da Comerc Solar, chamou a atenção para a viabilidade dos investimentos, visto a vida útil dos módulos fotovoltaicos ser de 25 anos em média. “Depois do tempo de retorno do investimento, o consumidor poderá usufruir de uma energia gratuita por todo o restante do tempo de vida do projeto”, ressaltou.

Segundo o Índice, além de Teresina, as capitais em que aplicações tem melhor retorno na baixa tensão são, ainda, Manaus, na região da distribuidora Amazonas, com três anos e Campo Grande, na região da Energisa MS, com 3,07 anos.

Na alta tensão, usada por grandes consumidores de energia, as capitais de melhor retorno são Manaus, com 4,26 anos, na região da distribuidora Amazonas, Brasília, na área da CEB, com 4,45 anos e mais uma vez Teresina, na área da Cepisa, 4,61 anos.

Adesão exponencial

O levantamento aponta que o número total de unidades de geração fotovoltaica de geração distribuída – aquelas estão nos telhados das casas ou nos estacionamentos de empreendimentos particulares – mais que dobrou desde janeiro.

“Estamos assistindo a um crescimento exponencial da adesão à energia solar fotovoltaica”, afirmou Haratz, lembrando que, segundo a Aneel, se em janeiro o país possuía 16,4 mil unidades com uma potência instalada de 136 MW, hoje o número mais que dobrou: são mais de 34 mil unidades, as quais somam uma potência instalada de 329 MW.