Consumo de energia aumenta 1,3% em agosto, afirma CCEE

Boletim indica aumento de 4% no consumo no mercado livre em decorrência da migração para o ACL; demanda por energia no mercado cativo fica estável no período

O consumo de energia no país durante o mês de agosto cresceu 1,3% quando comparado ao mesmo período do ano passado. É o que indica os dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 31 de agosto pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e que constam na última edição boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

Ao longo de agosto, o consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN foi de 60.248 MWmédios, montante de energia superior aos 59.502 MWmédios consumidos em agosto de 2017.

No Ambiente de Contratação Regulado o consumo ficou praticamente estável, com 0,1%, número que incorpora na análise a migração de consumidores para o mercado livre. Caso esse movimento fosse desconsiderado, haveria aumento de 1,1% no consumo. Já no Ambiente de Contratação aumentou 4% no consumo de energia, índice que inclui as cargas oriundas do ACR na análise. O incremento seria menor, cerca de 1,5%, caso o movimento dos agentes fosse descartado.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de veículos extração de minerais metálicos e químico foram os segmentos com maior aumento no consumo, com 4,9%, 4,8% e 4,4%, quando a migração é desconsiderada. Por outro lado, o ramo têxtil de comércio e de transportes apresentaram os maiores índices de retração dentro do mesmo cenário sem migração: 3,5%, 3,1% e 2,7% respectivamente.

O Boletim também apresenta estimativa da produção das hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE, em agosto, equivalente a 59,8% de suas garantias físicas, ou 38.972 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 71%.