Energia contribui para desacelerar a inflação em agosto

Em oito das dezesseis áreas pesquisadas pelo IBGE, o item energia elétrica registrou deflação, em razão de redução na alíquota do PIS/Cofins

O IBGE divulgou nesta quinta-feira, 6 de sembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) , que mede o quanto mais caro ficaram os produtos e serviços em um período no país. Segundo o órgão, o IPCA de agosto variou – 0,09%, abaixo do resultado de julho (0,33%). Foi a menor taxa para um mês de agosto desde 1998, quando o IPCA registrou -0,51%.

O acumulado no ano ficou em 2,85%, acima do 1,62% registrado em igual período de 2017. O acumulado dos últimos doze meses ficou em 4,19%, abaixo dos 4,48% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2017, a taxa atingiu 0,19%.

O IPCA incluí diversos produtos e serviços, dentro de uma cesta de compras típicas do brasileiro. A energia elétrica faz parte do grupo Habitação, que variou positivamente em 0,44% em agosto deste ano. A taxa de 0,44% que em julho havia sido de 1,54%, sofreu influência da desaceleração nas contas de luz, que passaram de 5,33% em julho para 0,96% em agosto.

Mesmo assim, a energia elétrica foi o maior impacto individual positivo no índice do mês (0,04 p.p.). Cabe destacar que, em agosto, continuou em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, com a cobrança adicional de R$0,05 por kWh consumido. Em oito das dezesseis áreas pesquisadas, o item energia elétrica registrou deflação, em razão de redução na alíquota do PIS/Cofins.