Eletrobras não vê problemas com o adiamento do leilão da Amazonas

Contudo, presidente da companhia reconhece que prazo para transferência da distribuidora fica apertado

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, tentou passar um ar de tranquilidade em relação à disputa política que dificulta a privatização da distribuidora que atende ao estado do Amazonas. Em almoço promovido pelo Grupo Lide em São Paulo, o executivo já trabalha com a hipótese do adiamento do leilão para depois do primeiro turno das eleições.

“O que importa hoje é vender a companhia para evitar a liquidação. Obviamente que o Projeto de Lei é uma coisa que a gente tem que lutar. É uma votação que traz benefício para o setor elétrico e torna mais transparente e competitiva a venda da Amazonas Energia”, disse Ferreira nesta segunda-feira, 10 de setembro.

O leilão está marcado para 26 de setembro. Porém, o Projeto de Lei nº77/2018 que melhoria as condições de venda da Amazonas Energia só deverá ser votado em 9 de outubro.

Segundo o executivo, cabe ao Ministério de Minas e Energia e o BNDES decidirem sobre o adiamento. “Se houver algum atraso, não será longo”, disse. A preocupação da Eletrobras é que o prazo de designação termina em 31 de dezembro e, de acordo com o executivo, seria necessário entre 70 e 90 dias para concluir a transferência do ativo para um novo comprador.

“No caso da Celg fizemos em 70 dias… Com um leilão em 15 de outubro, nos já temos nossos 70 dias, portanto, não sobre muito tempo”, disse a jornalistas.

Ferreira também falou da disputa jurídica entre o Governo de Alagoas e a União que impede a privatização da Ceal. “No final do ano termina o nosso período de prestação de serviços e essa empresa terá que ser liquidada se não for privatizada”, alertou.