Celesc direcionará R$ 96 milhões para projetos de P&D e Eficiência Energética

Investimento será compartilhado para as 29 propostas aprovadas em Chamada Pública, que devem entrar em operação em até quatro anos

A Celesc apresentou os 29 projetos aprovados em chamada pública para as áreas de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e de Eficiência Energética (PEE). As propostas têm como principais características o fomento ao uso consciente de energia elétrica, à modernização e ao aperfeiçoamento do sistema elétrico, das distribuidoras de energia e, principalmente, das comunidades onde atuam.

A partir da solenidade realizada nesta quinta-feira, 27 de setembro, na sede da concessionária, em Florianópolis, serão executadas 18 ideias inovadoras em Pesquisa & Desenvolvimento e outras 11 em Eficiência Energética. De acordo com o presidente da distribuidora, Cleverson Siewert, serão aplicados ao todo R$ 96 milhões em propostas para promover o uso eficiente e racional de energia elétrica, estimular a adoção de novas tecnologias e de bons hábitos de consumo a fim de combater o desperdício.

Para os empreendimentos em P&D — que deverão ser executados em até quatro anos —, a empresa irá disponibilizar mais de R$ 80 milhões. Na visão de Thiago Jeremias, chefe da Divisão de Eficiência Energética da companhia, os projetos dessa linha podem “evoluir para um modelo de negócios e compreendem segmentos como mobilidade elétrica, internet das coisas, robótica, segurança do trabalho, meio ambiente e outros domínios que possam contribuir com a melhoria dos processos e dos serviços prestados”. Nessa área, por exemplo, será feita a nacionalização de um aerogerador com de até 4 MW de potência. O projeto é uma iniciativa da Engie Brasil e da WEG, e agora contará também com o apoio da companhia, por meio de um aporte de R$ 30 milhões.

Já os projetos de PEE deverão ser realizados entre 2018 e 2019, com o aporte de, aproximadamente, R$ 14 milhões. Sete deles estão relacionados à iluminação pública, três voltadas a comércio e serviços e uma para a indústria. “Os projetos direcionados aos consumidores sem fins lucrativos têm financiamento a fundo perdido, como é o caso da Instituição Bethesda, de Joinville, que com quase R$ 726 mil em recursos”, afirmou Jeremias. Para propostas industriais é feito um contrato de desempenho onde será calculado quanto o projeto gerou (em reais) de economia e esta será a prestação a ser devolvida à concessionária.