Aneel mantém multas por atraso em projetos eólicos da Renova

Penalidades foram aplicadas por problemas na implantação de 23 empreendimentos do Complexo Alto Sertão 3

A Agência Nacional de Energia Elétrica rejeitou recurso apresentado pela Renova Energia e manteve multas aplicadas à empresa pelo atraso na de implantação de 23 empreendimentos de energia eólica que compõem a Fase A do Complexo Alto Sertão 3, no Nordeste. Os valores das penalidades aplicadas em junho desse ano variam de R$ 31,4 mil  a R$ 102,2 mil.

O processo envolve as usinas eólicas Amescla, Angelim, Barbatimão, Cedro, Facheio, Imburana Macho, Jataí, Juazeiro, Manineiro, Pau D´Água, Sabiu, Umbuzeiro, Vellozia, Abil, Acacia, Angico, Folha da Serra, Jabuticaba, Jacarandá do Cerrado, Taboquinha, Tábua, Vaqueta e São Salvador, que tinham contratos negociados no 5º Leilão de Energia de Reserva.

A Aneel não aceitou os argumentos da Renova de que embora os projetos estejam paralisados em razão das dificuldades de captação de recursos, eles estão em estágio avançado, com 87% em média de obras concluídas. A Renova alegou também que estava em tratativas para trazer um novo acionista investidor para a companhia.

Das 22 usinas, 21 deveriam ter entrado em operação comercial até setembro de 2015. A eólica São Salvador tinha entrada prevista até janeiro de 2017.