Concessionárias estimam economia durante horário de verão

CPFL Paulista e RGE preveem reduções de 0,39% e 0,18% no consumo total em suas áreas de concessão, volume suficiente para abastecer Campinas por quatro dias ou Caxias do Sul por 24h, respectivamente

A CPFL Paulista prevê que o horário de verão 2018/2019, que começa à zero hora do dia 4 de novembro, traga uma economia de 38,7 mil MWh no consumo de energia em sua área de concessão. Esse volume, que representa uma redução de 0,39% do consumo total dos seus 234 municípios, seria suficiente para abastecer 16,1 mil famílias por um ano com um consumo mensal de 200 kWh.

Até o ano passado, o horário de verão se iniciava no terceiro domingo do mês de outubro. A partir deste ano, após solicitação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda em 2017, o início da medida foi postergado para o primeiro domingo do mês de novembro, com o objetivo de evitar a mudança de horário entre o primeiro e o segundo turno da eleição, mantendo o critério único de início da aplicação da política a cada ano.

De acordo com a companhia, a quantidade de energia que será economizada em sua área de concessão durante o horário de verão seria suficiente para atender uma cidade do porte de Bauru, por exemplo, por 15 dias, São José do Rio Preto por 12 dias, Ribeirão Preto por sete dias ou Campinas por quatro dias.

Já a RGE e a RGE Sul preveem que a medida traga economia de 7.159 MWh e 4.410 MWh, respectivamente, no consumo de energia elétrica das suas áreas de concessão, o que representaria uma redução de 0,18% no consumo total dos 255 municípios atendidos pela RGE, volume suficiente para atender uma cidade do porte de Caxias do Sul por um dia ou de Passo Fundo por quatro dias.

Por sua vez na RGE Sul a estimativa é de uma diminuição de 0,13% no consumo nas 118 cidades da sua área de concessão, o suficiente para abastecer uma cidade como São Leopoldo ou Santa Maria por dois dias.

Com o início da hora do verão, os relógios devem ser adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e no Distrito Federal. Este ano, o horário terá duração de 105 dias, com o término à zero hora do dia 16 de fevereiro de 2019. Ao melhorar o aproveitamento da luz natural pela população, a iniciativa tem como principal objetivo reduzir o consumo de energia e diminuir a demanda no horário de pico, das 18 às 21 horas.

Em geral, as pessoas chegam em casa a partir das 18 horas, início da noite. Logo, uma das primeiras ações é acender a luz. Na mesma hora, entram em operação a iluminação pública e os luminosos comerciais, por exemplo. No período do horário de verão, as cargas das residências e de iluminação pública passam a operar após às 19 horas, quando o consumo industrial e dos edifícios comerciais começa a cair com o fim do expediente de trabalho.

Para Thiago Guth, diretor de Operações da CPFL Energia, “ao se deslocar o horário oficial em uma hora, dilui-se por um período maior o momento que esses equipamentos começam a funcionar. Dessa forma, o ganho do horário de verão, além da economia, está em afastar os riscos de sobrecarga no momento que o sistema elétrico atinge o seu pico de consumo”. No período de pico, há expectativa de uma redução de 2,1% na demanda de energia, o que contribui para reduzir a geração das termelétricas, mais caras e poluentes.

Além dos benefícios para o sistema elétrico, a medida também é uma boa oportunidade para praticar hábitos de vida mais saudáveis. Sair do trabalho com o dia claro é um estímulo para praticar uma caminhada, ir ao parque, andar de bicicleta, curtir a família e realizar outras atividades esportivas e recreativas relacionadas com o verão.