Renova tem prejuízo de R$ 241 milhões no 3º trimestre

Empresa acumula perdas de R$ 487 milhões em 2018, montante 142% mais elevado do que no mesmo período de 2017

A Renova encerrou o terceiro trimestre do ano com prejuízo de R$ 241,3 milhões, aumento de 0,9% quando comparado com o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano a geradora tem perdas de R$ 487 milhões, uma elevação de 142,8% ante o reportado ao final de setembro de 2017.
O resultado ebitda (antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Renova foi negativo em R$ 92,9 milhões, um volume que apesar de estar no vermelho ficou 10,7% melhor do que o reportado no mesmo período de 2017. No acumulado do ano também está no vermelho, em R$ 181,2 milhões ante o resultado positivo dos nove primeiros meses de 2017. De acordo com a empresa, esse comportamento da geração de caixa operacional deve-se, principalmente, aos custos com compra de energia necessário para atender os contratos de venda da companhia.
A receita operacional líquida da empresa aumentou 2,5% na base trimestral, para R$ 193,9 milhões, enquanto de janeiro a setembro acumula R$ 573,1 milhões, elevação de 8,9%. O resultado financeiro líquido da companhia no terceiro trimestre de 2018 foi negativo em R$ 135,4 milhões, uma piora de 11,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, devido principalmente ao aumento das despesas financeiras entre os períodos.
As despesas financeiras aumentaram 7,7% em relação ao terceiro trimestre de 2017, devido principalmente a um aumento do custo com fianças bancárias, aumento do juros com empréstimos bancários e juros nas operações com partes relacionadas, parcialmente compensados por menores juros referentes à divida com fornecedores, devido a um impacto positivo neste último trimestre da renegociação da dívida com fornecedores.
A empresa reforçou em seu comunicado que continua empenhada na venda do Complexo Eólico Alto Sertão III, cujos potenciais compradores estão em processo de due diligence e negociação dos termos do contrato de venda do ativo e que não concedeu exclusividade a nenhum investidor, diferentemente do que ocorreu anteriormente com a Brookfield, negócio que não prosperou. Se concluída a transação, explicou, não terá mais nenhum investimento compromissado ou pendência regulatória, pois estes serão transferidos juntamente com os ativos da transação, e será 100% constituída por ativos operacionais de PCH com um total de 190,2 MW de capacidade instalada e um portfólio de projetos renováveis em desenvolvimento de aproximadamente 6 GW.