Moreira propõe redução dos subsídios embutidos na CDE

Proposta de decreto encaminhada a Casa Civil prevê prazo de cinco anos para eliminar encargos considerados injustificáveis para o setor

O ministro de Minas e Energia Moreira Franco enviou nesta quinta-feira, 19 de dezembro, para a Casa Civil da Presidência da República proposta de decreto que elimina alguns dos descontos tarifários hoje embutidos nas contas de energia elétrica e que são arcados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Segundo o MME, a iniciativa vem sendo defendida pelo ministro desde sua posse em abril deste ano. “O objetivo da medida é retirar das contas de energia elétrica paga pelos consumidores de todo o país benefícios a atividades consideradas estranhas ao setor elétrico, como serviço público de água, esgoto e saneamento”, informou o ministério em nota.

O decreto propõe uma transição de cinco anos para a eliminação total dos benefícios considerados injustificáveis do ponto setorial. De acordo com o decreto, a partir de janeiro de 2019, os benefícios serão reduzidos à razão de 20% ao ano, até sua extinção.

Além disso, propõe-se a eliminação da cumulatividade de descontos tarifários concedida a irrigação e aquicultura na área rural, que hoje permite que um mesmo beneficiado tenha acesso aos dois subsídios ao mesmo tempo.

De acordo com o MME, a proposta do ministro Moreira Franco está fundamentada nas conclusões do relatório do Grupo de Trabalho criado em outubro de 2016 para elaborar um plano de redução estrutural das despesas da CDE, que foram submetidas à Consulta Pública em maio passado.