Custos por consumidor da Ceal devem cair até 2022

Aquisição de mais uma distribuidora da Eletrobras deixa Equatorial com 10% da distribuição brasileira

A expectativa da Equatorial Energia é que a Ceal (AL) atinja entre 2021 e 2022 o mesmo patamar de custos por consumidor da Cemar (MA), outra distribuidora do grupo. A concessionária de Alagoas foi arrematada no final do ano passado pela Equatorial, encerrando o processo de privatizações das distribuidoras em poder da Eletrobras. Em teleconferência com analistas de mercado nesta quinta-feira, 3 de janeiro, o diretor de relações com investidores, Eduardo Haiama, frisou que a Ceal tem aspectos similares com a Cemar e a Cepisa (PI), que também foi comprada junto a Eletrobras.

“A velocidade da redução desses custos não será diferente do que implementou na Celpa nem do que se propõe a buscar na Cepisa”, avisa. O executivo acredita que há muito a agregar com  a compra da Ceal, uma vez que ela tem índices de qualidade piores que os da Cemar e da Celpa na época que foram compradas.

A compra da Ceal deixará a Equatorial com 10% dos mercados da distribuição de energia no Brasil. Com os 1,15 milhão de consumidores alagoanos, ela alcança a marca de 7,36 milhões, entre as concessionárias Celpa, Cemar e Cepisa. A compra adiciona R$ 1 bilhão aos ativos do grupo, que chegam aos R$ 10 bilhões. As duas privatizações fizeram com que o número de consumidores crescesse cerca de 50%. Ainda sobre o PMSO, Haiama conta que pelo fato de duas distribuidoras estarem sendo adquiridas na mesma época, poderá haver alguma alteração na velocidade, mas devido à estrutura montada ao longo dos últimos anos e a forma de gestão, o tempo não será tão diferente.

Ele acredita que no primeiro ano após a compra o resultado ainda estará muito elevado, mas que no ano seguinte ele já começa a cair, devido ao aspecto tecnológico bem mais presente, com a adoção de sistemas e treinamentos, porém ainda em consolidação. Assim, ele vê no terceiro ano o início da plenitude das implantações e da eficiência. O PMSO regulatório da Ceal é de R$ 340 milhões.

Com perdas totais de 25% e uma dívida líquida de R$ 1,6 bilhão, a Equatorial deverá fazer um aporte de R$ 546 milhões na assinatura do contrato de concessão da Ceal. Com previsão de ser assinado em março, a revisão tarifária deverá ser realizada em abril.

Transmissão – Além comprar os 49% do capital da Intesa, todos os oito lotes de Linhas de Transmissão da Equatorial já obtiveram as suas licenças de instalação e os lotes das SPEs 1, 2, 7 e 8 já começaram a sua construção iniciada. A empresa também já conseguiu o financiamento de R$ 2,3 bilhões no longo prazo, o que representa 63% do total.