Consumo de energia aumenta 1,8% em dezembro, afirma CCEE

Mercado livre registra incremento de 3,3% no período, impactado pela migração de consumidores vindos do mercado cativo. Setor têxtil teve a maior alta, 12,6%, e veículos a maior queda, com 8,5%

O consumo de energia elétrica no Brasil subiu 1,8% em dezembro na comparação com o mesmo período de 2017. As informações constam no último boletim InfoMercado Semanal Dinâmico da CCEE, com dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 31 de dezembro de 2018. O levantamento traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

O consumo de energia ao longo do último mês de 2018 no Sistema Interligado Nacional – SIN alcançou 63.165 MW médios, frente aos 62.041 MW médios consumidos ao longo de dezembro do ano anterior.

O Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo) teve aumento de 1,2% no consumo, número que leva em conta na análise a migração de consumidores para o mercado livre. Caso esse movimento dos agentes fosse desconsiderado, o consumo seria 2,4% maior, índice com impacto direto das altas temperaturas registradas em 2018, na comparação com o mesmo período de 2017.

No Ambiente de Contratação Livre – ACL, o consumo teve aumento de 3,3% quando a migração é incluída na análise. Sem a inclusão das novas cargas oriundas do ACR, o consumo teria aumento de 0,4%.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores têxteis, de bebidas e de minerais não metálicos foram os segmentos com maior evolução no consumo, com 12,6%, 7%, 6%, respectivamente.

Por outro lado, os ramos de veículos, metalurgia e de comércio apresentaram retração no consumo dentro do mesmo cenário sem migração, com respectivos 8,5%, 3,7% e 2,1%.

O Boletim também apresenta estimativa da produção das usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE, em dezembro, equivalente a 99,42% de suas garantias físicas, ou 50.819 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 92,52%.

(Nota da Redação: Matéria atualizada às 11:38 horas do dia 08 de janeiro de 2019 para correção de informações sobre o MRE, atualizadas pela CCEE após a publicação da matéria)