CPRM aponta dispersão de sedimentos da barragem em Brumadinho

Para o órgão, não é possível prever, no momento, quando a lama vai atingir a UHE Retiro Baixo

A pluma de sedimentos da barragem do Complexo do Feijão, em Brumadinho (MG), “vem apresentando maior dispersão ao longo da sua trajetória”, segundo boletim de monitoramento divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no início da noite desta terça-feira, 29 de janeiro. O órgão informou que não é possível prever no momento quando a lama vai alcançar o reservatório da usina hidrelétrica de Retiro de Baixo. A previsão anterior, divulgada na segunda-feira (28) é que isso ocorreria entre os dias 5 e 10 de fevereiro.

Os rejeitos de minério de ferro que atingiram o rio Paraopeba com o rompimento da barragem da Vale, no último dia 25, devem chegar à cidade de São José da Varginha nesta quarta (30), um dia depois do previsto. A explicação da CPRM é que pluma (mistura de água e rejeitos) está se deslocando em velocidade mais baixa que a velocidade média da água do rio.

As medições feitas em diversos pontos do Paraopeba mostram que a água é mais turva em locais mais próximos do rompimento da barragem. Em pontos mais avançados, como o povoado de Valentim (a 85 km do local do acidente) o nível de turbidez é baixo. As análises também não mostram alterações significativas na temperatura, no pH (que mostra o grau de acidez ou de alcalinidade da água), condutividade e oxigênio dissolvido. O trabalho de monitoramento da CPRM é feito em parceria com a Agencia Nacional de Águas e com órgãos do estado de Minas Gerais.