CCEE: Calor influencia alta de 6,3% no consumo de energia em fevereiro

Mercado regulado apresentou elevação de até 8,3% em função das temperaturas elevadas registradas nas duas primeiras semanas de fevereiro e do feriado de carnaval em 2018

O forte calor que acometeu as primeiras semanas de fevereiro contribuiu para elevação de 6,3% no consumo de energia elétrica no país na comparação com o mesmo período do ano passado. As informações constam no boletim InfoMercado Semanal Dinâmico da CCEE, que, a partir de números preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 15 de fevereiro, apresenta dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

O aumento do consumo de energia está diretamente relacionado às temperaturas mais elevadas ao longo das primeiras semanas de fevereiro e a presença do feriado de carnaval neste período em 2018. A demanda no Sistema Interligado Nacional – SIN atingiu 66.722 MW médios, montante 3.941 MW médios superior ao consumo em 2018, quando as temperaturas foram mais amenas.

No Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), houve aumento de 7% no consumo, número que considera a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Caso esse movimento dos agentes fosse desconsiderado, o consumo seria 8,3% maior. Já no Ambiente de Contratação Livre – ACL o crescimento foi de 4,6%. Sem a inclusão das novas cargas vindas do ACR, o consumo aumentaria 1,4%.

Dentre os ramos da indústria avaliados, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de veículos manufaturados diversos e de minerais não-metálicos tiveram os maiores índices de elevação no consumo, com 10,3%, 6,4%, e 6,2% respectivamente. Por outro lado, dois setores apresentaram queda no consumo, dentro do mesmo cenário sem migração: extração de minerais metálicos, com 10,6% e metalurgia e produtos de metal, com 3,6% negativos.

O Boletim também apresenta estimativa da produção das usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE, em fevereiro, equivalente a 151,7% de suas garantias físicas, ou 53.887 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 98%.