Copel leva Prêmio Iasc nacional e Energisa vence em cinco categorias

Premiação da Aneel foi entregue a distribuidoras melhor avaliadas por seus consumidores no ano passado

A Copel Distribuição (PR) e a Muxfeldt Marin (RS) foram as vencedores do Prêmio Iasc Nacional 2018, principal categoria da premiação da Aneel que reconhece as distribuidoras melhor avaliadas por seus consumidores. A concessionária paranaense venceu entre as empresas com mais de 400 mil consumidores e a gaúcha entre aquelas com até 400 mil clientes. Entre as permissionárias, a vencedora foi a Cooperativa Regional de Energia e Desenvolvimento de Ijui (RS).

O prêmio foi entregue nesta segunda-feira, 25 de fevereiro, em cerimônia na sede da agência reguladora. O maior número de prêmios foi para as distribuidoras do grupo Energisa, que venceu em cinco categorias: Norte (Energisa Tocantins); Nordeste (Energisa Borborema); Centro-Oeste acima de 30 mil unidades consumidoras (Energisa MS); Sudeste acima de 400 mil unidades consumidoras (Energisa Sul Sudeste) e maior crescimento na avaliação entre as concessionárias (Energisa Tocantins).

O Índice de Satisfação do Consumidor da Aneel é apurado anualmente por meio de pesquisa realizada nas áreas de atuação das distribuidoras. O levantamento de 2018 foi feito entre setembro e dezembro do ano passado nas áreas atendidas pelas 54 concessionárias e 33 permissionárias (cooperativas) de distribuição. Foram ouvidos mais de 23 mil consumidores em entrevistas gravadas.

A nota média Brasil apurada pela pesquisa subiu 4,67 pontos entre as concessionarias e ficou em 66,10, em uma escala de 0 a 100. A avaliação das cooperativas de eletrificação aumentou 2,85 pontos, e a nota média ficou em 73,37.

O premio Iasc foi definido pelo diretor-geral da Aneel, André Pepitone, como “o Oscar do setor elétrico.” “Vivemos hoje um momento delicado pelo fato de estarmos aprovando reajustes elevados. E as consequências recai sobre vocês e sobre a Aneel”, afirmou Pepitone para a plateia formada por executivos das empresas. Ele acrescentou que para reduzir as tarifas é preciso atuar no custo de geração, na redução do ICMS e nas políticas públicas custeadas por subsídios tarifários.