Privatização da Eletrobras só depois da reforma da previdência, afirma Governo

Enquanto a previdência não for aprovada, a estratégia do governo será realizar desinvestimentos possíveis, começando pela venda de 743,3 mil imóveis

A privatização da Eletrobras só será colocada em pauta depois que o Congresso Nacional aprovar a Reforma da Previdência, afirmou nesta quarta-feira, 27 de fevereiro, o secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar. Segundo ele, o Governo Federal tem três prioridades: reforma da previdência, cessão onerosa e a capitalização da Eletrobras, “que deve ocorrer ainda este ano”.

Segundo Mattar, a reforma da previdência é a “mãe de todas as reformas” e precisa de foco. “Privatizar a Eletrobras é importante e precisamos desses R$ 12 bilhões esse ano”, disse o representante do governo em evento em São Paulo promovido pelo BTG Pactual. “Agora não é momento de abrir muito o enfoque, vamos focar na previdência”, completou.

Enquanto a previdência não for aprovada, a estratégia do governo será realizar desinvestimentos possíveis, começando pela venda de 743,3 mil imóveis, com valor estimado de R$ 1,1 trilhão. Os recursos arrecadados serão utilizados para redução da dívida pública, que está em R$ 3,7 trilhões.

Mais cedo, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que pretende apresentar a proposta de capitalização da Eletrobras até junho e que desejava que o texto fosse construído em conjunto com o Congresso Nacional.

O Governo Federal controla 134 estatais e tem R$ 137 bilhões em participações. Mattar contou que a estratégia do Governo é diluir gradualmente a participação do Estado nessas empresas. A meta deste ano é arrecadar US$ 20 bilhões com as privatizações.

Mattar também contou que o Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o procurou pedindo orientações para venda de seis estatais no estado mineiro.