Carga no SIN sobe 5,1% em fevereiro, afirma ONS

Maior número de dias úteis e temperaturas superiores ao mesmo mês do ano anterior explicam resultado

A carga nacional de energia elétrica em fevereiro chegou a 71.943 MW, variação positiva de 5,1% em relação ao mesmo mês de 2018. No acumulado dos últimos 12 meses, a energia no SIN registrou avanço de 2,6% em relação ao mesmo período anterior. Para o Operador Nacional do Sistema Elétrico, o crescimento tem como principal fator o maior número de dias úteis em relação ao mesmo período do ano anterior, quando havia ocorrido o feriado de Carnaval. Além disso, as temperaturas observadas no mês foram ligeiramente superiores às observadas no ano anterior.

Para o ONS, além dos fatores fortuitos, a produção para normalização dos estoques da indústria é outro ponto que pode ter contribuído para o resultado da carga. Segundo divulgação da Fundação Getúlio Vargas, o indicador que mede o nível dos estoques empresariais subiu 4,7 pontos, passando de 96,8 para 101,5 pontos, exercendo a maior influência para o avanço do ISA – Índice da Situação Atual em fevereiro.

Desempenho por subsistema

De acordo com o relatório do Operador, a carga do submercado Sudeste/Centro-Oeste alcançou 42.045 MW médios em fevereiro, alta de 5,3% na comparação anual. No acumulado de 12 meses, avançou 3,1%. Com cerca de 60% da demanda por energia da indústria do país, a carga do subsistema tem sido fortemente impactada pela perda de fôlego da Indústria, ao longo dos últimos trimestres de 2018.

No Sul o maior número de dia úteis e a elevação nas temperaturas contribuíram para o crescimento de 3,4% no registro do consumo em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 3,2% positivos. Já no Nordeste a alta foi de 7,6% na comparação anual e de 3% no acumulado em relação ao mesmo período anterior.

No subsistema Norte a variação positiva foi de 2,3% em relação ao valor do mesmo mês do ano passado. Por sua vez, no acumulado dos últimos 12 meses foi registrado recuo de 2,6% em relação ao mesmo período anterior. Vale destacar que a manutenção da carga reduzida de um Consumidor Livre da Rede Básica desde meados de abril de 2018 tem impactado negativamente as taxas de crescimento da carga do submercado.