Disputa judicial trava transferência de ativos de transmissão

Taesa briga para ficar com a participação da Eletrobras nas transmissoras Transirapé, Transleste e Transudeste

O destino de quem ficará com a participação da Eletrobras nas transmissoras Transirapé, Transleste e Transudeste será decidido pela Justiça. Alupar e Taesa disputam o direito de ficar com o Lote M do leilão promovido pela estatal federal em setembro de 2018.

Segundo comunicado divulgado pela Taesa, a transferência definitiva das ações está suspensa por força de uma liminar proferida pelo o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e versa sobre o exercício do direito de preferência da Taesa sobre as ações alienadas pela Eletrobras. “A referida decisão não é definitiva, cabendo contra ela recurso próprio, e a companhia tomará todas as medidas necessárias para resguardar os seus direitos.”

O lote é composto por participações em três ativos de transmissão: 24,5% na Companhia Transirapé de Transmissão, 24% na Companhia Transleste de Transmissão e 25% da Companhia Transudeste de Transmissão. No dia do leilão, tanto a Taesa quanto a Alupar apresentaram por três vezes o valor mínimo de proposta de R$ 78,37 milhões. Após a terceira tentativa de desempate, ficou definido que a Alupar sairia vencedora da disputa.

Ambas as empresas são sócias da Eletrobras nesses ativos e disputam o direito de preferência para ficar com as ações.