ONS: armazenamento em novembro de 2019 estará acima do reportado em 2018

Diretor geral do operador do sistema estima que Sudeste e Nordeste estarão com níveis mais elevados ao final do período úmido

O Brasil deverá encerrar o período seco de 2019 com o nível de armazenamento em uma situação melhor do que a registrada ao final de novembro de 2018. Essa é a projeção do diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Luiz Eduardo Barata. Essa condição deverá ser verificada principalmente nos submercados Nordeste e Centro-Oeste cujos níveis ficaram em 29,9% e 24,2% antes do período úmido iniciar.

Essa previsão foi apresentada durante sua apresentação no primeiro evento do setor elétrico, o Agenda Setorial, promovido pelo Grupo CanalEnergia-Informa Exhibitions, nesta segunda-feira, 1º de abril. Em sua avaliação essa estimativa deve-se à gestão dos níveis de armazenamento mais do que a retomada dos níveis de afluências, até porque, o Nordeste continua a passar por uma fase crítica em termos de chuvas.

“Devemos terminar o período seco de 2019 em um nível melhor do que em 2018”, afirmou Barata. “A estimativa é de terminar esse período úmido no NE em um patamar entre 55% e 60%, um nível que há muito tempo não tínhamos, no Sudeste a expectativa para o final do período úmido é de 44%”, destacou.

Em sua apresentação, Barata afirmou que a maior preocupação do ONS é com o atendimento de energia no período seco mais do que no úmido, ainda mais no próximo período, pois com o final das limitações do rio Madeira que a partir do próximo domingo, 7 de abril, terá retomada a capacidade máxima, e com a conclusão da UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW) disponibilizará energia no período de maior demanda, que ocorre no verão. O problema, continuou ele, deverá ocorrer no inverno quando essas usinas geram ago próximo de 15% de sua potência instalada, reflexo do ciclo hidrológico daquela região.

De forma geral, Barata comentou que o fornecimento de energia está assegurado no ano e que não há riscos em qualquer nível de que haja problemas com o abastecimento. A questão, pontuou ele, está na questão do preço da energia, uma vez que há recursos para atender a demanda.