Térmica no Rio pode ter capacidade quadruplicada, diz Pátria

Termelétrica Marlim Azul, localizada no município de Macaé, vendeu energia em leilão promovido pelo governo em dezembro de 2017 e tem investimento estimado em US$ 700 milhões.

A primeira termelétrica a gerar energia com o gás do pré-sal, no Rio de Janeiro, tem potencial para quadruplicar a sua capacidade de geração, disse Marcelo Souza, diretor da área de Infraestrutura do fundo Pátria Investimentos, um dos sócios do projeto de 565 MW.

Segundo o executivo, pelo gasoduto Rota 2 passam 20 milhões de metros cúbicos de gás, sendo que a térmica vai consumir nesse primeiro momento pouco mais de 2 milhões de metros cúbicos.

“Já temos licenciado na mesma localização outros dois projetos que podem triplicar ou quadruplicar essa capacidade de geração”, disse nesta quinta-feira, 4 de abril, em evento promovido pela GE Power, transmitido ao vivo pela internet.

A termelétrica Marlim Azul, localizada no município de Macaé, vendeu energia em leilão promovido pelo governo em dezembro de 2017 e tem investimento estimado em US$ 700 milhões. A usina tem compromisso de entrar em operação em 2022. Além do Pátria Investimentos (50,1%) , a petroleira Shell (29,9%) e Mitsubishi Hitachi Power Systems (20%) completam o quadro societário.

O fundo Pátria também investe no setor de transmissão, por meio da Argo Energia. A empresa desenvolve 1.500 quilômetros de linhas e nove subestações, espalhados em estados do Nordeste, Minas Gerais e Rondônia. Além disso, por meio da Tecnogera, fornece tecnologia de geradores de grande porte para diversos usos.

Souza demostrou otimismo com o Brasil. Destacou que o país tem atraído entre US$ 70 e US$ 80 bilhões de investimento estrangeiro direto (já foi US$ 100 bilhões). Porém, se o Brasil entrar na OCDE, a expectativa é duplicar esse investimento para algo próximo de US$ 150 bilhões. Estados Unidos e Israel já anunciaram apoio a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Para ele, capital estrangeiro não faltará se o governo brasileiro conseguir realizar as reformas necessárias para colocar as contas em dia. “Nossa leitura é que capital para investir no Brasil não será um limitador”, afirmou executivo, reforçando que o país já ocupa uma posição de destaque entre o capital alocado nos países emergentes.