TCU mantém multas a ex-executivos por perdas da Amazonas Distribuidora

Prejuízo em 2014 com furto de energia foi de R$529,3 mi. Empresa teve resultado negativo de R$ 342,5 mi naquele ano

O Tribunal de Contas da União rejeitou recursos apresentados por Marcos Aurélio Madureira, Radyr Gomes de Oliveira, Luiz Armando Crestana, Marcos Vinícius de Almeida Nogueira, Rodrigo Moreira e Luis Hiroshi Sakamoto, e manteve a aplicação de multas individuais de R$ 5 mil, no processo que tratou da prestação de contas anual da Amazonas Distribuidora em 2014. Com cargos de direção na época, eles foram diretamente responsabilizados por perdas de energia relacionadas a furto, fraudes e erro de leitura de medidores, que totalizaram R$ 529,3 milhões e contribuíram para o prejuízo de R$ 342,5 milhões, registrado pela estatal naquele ano.

A penalidade foi aplicada em 2017, quando o TCU concluiu a fiscalização na empresa. O tribunal também multou Tarcísio Estefano Rosa, que ocupou a função de diretor de Operação no período de 1º de janeiro a 3 de fevereiro de 2014, mas a multa foi revista esta semana no mesmo processo, quando as contas do executivo foram julgadas regulares com ressalva. Os valores das multas para os demais ainda serão corrigidos.

Sakamoto exerceu os cargos de diretor Presidente interino da Amazonas no período de 1º de janeiro a 15 de abril de 2014 e de diretor de Gestão de 15 de abril a 31 de dezembro. Madureira esteve como diretor Presidente de 15 de abril a 16 de julho, quando foi substituído pelo então diretor de Operação e Distribuição (de 01/01 a 16/07) Radyr Oliveira, que ficou até 31 de dezembro. Crestana foi diretor Comercial de 1º de janeiro a 31 de dezembro e Nogueira ficou como diretor de Planejamento e Expansão no mesmo período. Rodrigo Moreira foi o sucessor de Estefano na Diretoria de Operação, onde permaneceu de 3 de fevereiro a 31 de dezembro de 2014.