Fitch confere rating ‘F1+(bra)’ para 5ª emissão de Notas Promissórias da Copel GeT

Valor para reforço de caixa é de R$ 650 milhões, com prazo de vencimento de seis meses

A agência de classificação de risco Fitch Ratings atribuiu o Rating Nacional de Curto Prazo ‘F1+(bra)’ à proposta de quinta emissão de notas promissórias da Copel GeT, no montante de R$ 650 milhões e com prazo de vencimento de seis meses. Os recursos serão destinados ao reforço de caixa da emissora, garantida por controladora integral, a Copel, com perspectiva estável

Na análise da Fitch, os ratings da empresa e suas subsidiárias se apoiam na robusta geração de fluxo de caixa das operações (CFFO) e na satisfatória flexibilidade financeira do grupo, com expectativa de significativa redução dos investimentos e incremento da geração de caixa proveniente da entrada em operação de importantes projetos de geração e transmissão de energia a partir de deste ano. Pelas projeções da agência e por critérios próprios, a relação dívida líquida ajustada/EBITDA ajustado gradualmente migrará para patamares mais conservadores e adequados à atual classificação das empresas. O grupo segue com o desafio de fortalecer sua posição de liquidez e o perfil de dívida, principalmente na holding.

A avaliação da agência enxerga o perfil de crédito da Copel em bases consolidadas, contemplando a existência de cláusulas de cross default em algumas dívidas das empresas do grupo, e considera, principalmente, o risco de crédito de suas duas principais subsidiárias: Copel Distribuição e Copel GeT. A diversidade de segmentos e de ativos beneficia a controladora, pois mitiga possíveis riscos operacionais e a maior volatilidade existente no fluxo de caixa do segmento de distribuição de energia. Para a agência, o segmento de transmissão, que é o de menor risco no setor elétrico, possui elevada previsibilidade de fluxo de caixa, enquanto o de geração hidrelétrica se caracteriza por apresentar baixo risco de negócios em cenários hidrológicos satisfatórios.

A Fitch também considera o risco político, decorrente do controle acionário público, contemplando ainda o risco regulatório moderado do setor elétrico nacional e a exposição ao risco hidrológico como inerente ao setor, estando acima da média histórica e atualmente prejudicando o fluxo de caixa consolidado e o perfil financeiro do grupo.