Preço spot sobe 23% nos submercados Sul e Sudeste

Para a próxima semana, a expectativa é que a carga prevista fique em torno de 995 MW médios mais alta no SIN

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) para a segunda semana de maio (04 a 10 de maio de 2019), em média, subiu 23% nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul, ao sair de R$ 142,12/MWh e ir para R$ 174,86/MWh. No Nordeste e no Norte, o preço permaneceu no mínimo de R$ 42,35/MWh, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Segundo a CCEE, a principal responsável pelo aumento do PLD foi a estimativa de afluências menos otimistas em maio, sobretudo as do Sudeste, bem como a expectativa de aumento na carga deste mesmo submercado, prevista em torno de 960 MWmédios para a segunda semana. Os limites de recebimento de energia do Sudeste pelos submercados Norte e Nordeste foram atingidos em todos os patamares, desacoplando o preço.

Espera-se, informou a CCEE, que as afluências de maio fechem em torno de 89% da média histórica para o Sistema Interligado Nacional (SIN), estando abaixo da média para todos os submercados com exceção do Sul: no Sudeste (95% para 92%); no Sul (103% para 106%), no Nordeste (55% para 51% ) e no Norte (102% para 89%).

Para a próxima semana, a expectativa é que a carga prevista fique em torno de 995 MW médios mais alta no SIN, com elevação esperada no Sudeste (+955 MW médios) e no Norte (+40 MW médios), sendo que a carga prevista para os demais submercados é a mesma da semana anterior.

Os níveis dos reservatórios do SIN ficaram cerca de 1.060 MW médios mais baixos em relação ao esperado, com redução esperada em todos os submercados com exceção do Sul, cujos níveis estão cerca de 125 MWmédios mais altos. Nos demais submercados, as reduções foram: no Sudeste (-1.020 MWmédios), no Nordeste (-105 MWmédios) e no Norte (-60 MWmédios).

O fator de ajuste do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), que funciona como um condomínio das hidrelétricas, para o mês de maio foi revisto de 92,2% para 93,5%. O ESS para maio de 2019 é de R$ 55 milhões, sendo R$ 23 milhões referentes às restrições operativas e R$ 31 milhões à reserva operativa. Considerando a atual conjuntura, esta previsão de encargos pode variar.