S&P atribui rating ‘brAA+’ à sexta emissão de debêntures da Neoenergia

Emissão será realizada em até duas séries, podendo alcançar o montante total de até R$ 1,5 bilhão, com vencimento final para junho de 2033

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings, atribuiu o rating ‘brAA+’ à sexta emissão de debêntures da Neoenergia, um degrau abaixo do rating de crédito corporativo da empresa na Escala Nacional Brasil. Os recursos captados com a emissão serão utilizados nos investimentos do grupo em projetos que estão sendo construídos, além do reembolso de investimentos nos segmentos de transmissão e geração renováveis.

O resultado aponta pela subordinação estrutural das obrigações da holding em relação às obrigações existentes no nível das subsidiárias operacionais. Atualmente, em torno de 95% do endividamento do grupo se concentra nas empresas controladas, e o remanescente fica na holding, a qual, por sua vez, depende dos fluxos de caixa residuais de suas subsidiárias para servir a sua dívida.

A análise reflete a escala com operações concentradas no segmento de distribuição de energia elétrica, cujo marco regulatório vemos como estabelecido, além da expectativa da agência de que a empresa continuará apresentando métricas de crédito agressivas, com um índice de dívida ajustada sobre EBITDA entre 4,0x-4,5x e de geração interna de caixa (FFO – funds from operations) sobre dívida na faixa de 16%-19% nos próximos dois anos, como consequência de seu considerável plano de investimentos de aproximadamente R$ 20 bilhões para o período de 2019-2022.

A S&P espera que os aportes se concentrem no segmento de distribuição, mas com crescente participação da área de transmissão de energia, principalmente em 2021 e 2022, tendo em vista a construção desses ativos cujas concessões foram licitadas pelo governo federal em dezembro de 2018.

Por fim, vale lembrar que os ratings da Neoenergia são limitados pela avaliação de crédito soberano da República Federativa do Brasil, uma vez que o grupo atua em atividades do setor elétrico nacional, o qual é altamente regulado e pode ser objeto de intervenção governamental em um cenário de default soberano. A análise aconteceu de forma consolidada porque, na visão da agência, a empresa adota uma estratégia financeira integrada e sua administração tem uma gestão ativa quanto às operações de suas subsidiárias operacionais.