Cepel e INT dão início aos estudos sobre problema do mexilhão dourado

Molusco tem a capacidade de aderir a comportas e partes submersas de usinas hidrelétricas, podendo causar perdas de carga no sistema, desgaste precoce de bombas e até a obstrução total de tubulações em casos extremos

O animal que se tornou um grande problema para as usinas hidrelétricas começou a ser estudado pelas equipes do Cepel e do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), que reuniram-se, na Unidade Fundão do Centro, para dar início aos estudos sobre alternativas técnicas e ecologicamente sustentáveis voltadas ao combate ao mexilhão dourado. O encontro foi realizado no âmbito do acordo de cooperação técnica na área de corrosão assinado entre as instituições em fevereiro deste ano.

O molusco tem a capacidade de aderir a comportas, partes metálicas submersas e paredes de tubulações, causando aumento da perda de carga do sistema, desgaste precoce das bombas e, em casos extremos, obstrução total das tubulações. Segundo o pesquisador Alberto Ordine, responsável pelo Laboratório de Corrosão do Cepel, inicialmente a pesquisa terá duas vertentes: uma destinada à avaliação de desempenho de tecnologias de tintas anti-incrustantes, frente à formação de biofilmes na superfície, e outra, destinada a circuitos fechados, com a análise de desempenho de biocidas que impeçam a formação do biofilme.

“Solicitaremos às empresas Eletrobras amostras de água dos mananciais contaminados com larvas do mexilhão dourado, a fim de que o INT estude o desenvolvimento destes organismos na aderência às estruturas e para que possamos testar a efetividade dos métodos anticorrosivos que impedirão o crescimento deles”, explica Alberto, que também esclarece que caberá ao Centro pesquisar as tecnologias de revestimentos no mercado, providenciando seu fornecimento e preparação de corpos de prova. Já o INT ficará responsável pela realização de ensaios de desempenho frente ao crescimento do biofilme, em condições estáticas e de fluxo.

Além de Alberto, participaram da reunião, pelo Cepel, os pesquisadores Elber Bendinelli, responsável pela condução do projeto e Cristina Amorim. Pelo INT, estiveram presentes os pesquisadores Walter Barreiro Cravo Junior, gerente do Laboratório de Biocorrosão e Biodegradação do INT, e as pesquisadoras Marcia Teresa Soares Lutterbach e Viviane de Oliveira.