Tarifas da Cemig terão aumento médio de 8,73%

Custos financeiros e compra de energia foram os itens que mais pesaram no reajuste tarifário anual da distribuidora

As tarifas da Cemig Distribuição (MG) terão aumento médio de 8,73%, com efeito médio de 10,71% para os consumidores atendidos em alta tensão e de 7,89% para os de baixa tensão. As novas tarifas da distribuidora serão aplicadas a partir de 28 de maio. Com o reajuste anual, a tarifa residencial da empresa ficará em R$ 628,33/MWh e a Cemig sai da 19ª para a nona posição no ranking da Aneel das maiores tarifas.

O maior impacto no índice da empresa é resultante da inclusão, nos próximos 12 meses, de variações de custo classificados pela Agência Nacional de Energia Elétrica como itens financeiros. Esses custos referentes ao risco hidrológico de usinas hidrelétricas (incluída Itaipu) assumidos pelo consumidor e representam 9,24% do reajuste.

A compra de energia foi o outro item que contribuiu para o aumento, com 3,26%, em razão, principalmente, do efeito do aumento do dólar na tarifa de Itaipu e do aumento da receita das usinas em regime de cotas. Os custos de distribuição aumentaram 1,60%, enquanto encargos setoriais foram reduzidos em 1,90% e despesas com transmissão em 1,60%. A Aneel também retirou 2,45% em componentes financeiros que tinham sido incluídos na tarifa atual.

A Cemig atende cerca de 8,4 milhões de unidades consumidoras em 774 municípios de Minas Gerais, com faturamento anual de R$15,3 bilhões.