Ferramenta criada por EDF NF e PSR auxilia na implantação de UHEs

HERA avalia as várias condições necessárias para desenvolver usina em uma bacia. Lançamento será no dia 29

A EDF Norte Fluminense vai comercializar globalmente o HERA. O produto – desenvolvida a partir de projeto de P&D – é uma ferramenta digital capaz de orientar a avaliação de questões técnicas, econômicas e socioambientais relevantes à definição de locais candidatos à implantação de empreendimentos hidrelétricos em uma bacia hidrográfica, considerando várias alternativas de divisão de quedas. A ferramenta foi desenvolvida em parceria com a consultoria PSR, sendo útil para todas as instituições que participam do desenvolvimento de projetos hidrelétricos, como geradoras, agências governamentais de planejamento e de meio ambiente, além de agências reguladoras.

De acordo com Fabio Steiner, gerente de Regulação, Pesquisa e Desenvolvimento da EDF Norte Fluminense além do cuidado com a conservação de espécies e impactos ambientais, o HERA é capaz de gerar benefícios econômicos, tanto para instituições de planejamento quanto para empreendedores, pelo potencial de redução de riscos e prazos. Já para Rafael Kelman, gerente do projeto pela consultoria PSR, a produto é uma poderosa ferramenta para promover o desenvolvimento sustentável de energia hídrica globalmente. A ferramenta levou três anos para ser desenvolvida e contou com um investimento de aproximadamente R$ 3 milhões.

O lançamento oficial do HERA ao mercado acontecerá no próximo dia 29 de maio às 17hs no Teatro Maison de France, quando as empresas farão uma apresentação da ferramenta e estarão disponíveis para discutir as possibilidades do seu uso no apoio ao desenvolvimento de projetos de energia limpa e renovável, no Brasil ou no exterior.

A partir de estudos geográficos e dados públicos, inclusive da Nasa, o HERA avalia diferentes tipos de impactos, estabelece restrições e calcula custos referentes à implantação de usinas. Pode ser utilizado para restringir impactos em unidades de conservação e terras indígenas, bem como estabelecer vazões ambientais nos cursos d´água e manutenção da conectividade de rios, que é importante para a fauna aquática. O módulo de engenharia do HERA dimensiona e orça todas as estruturas hidráulicas e equipamentos eletromecânicos. Custos relativos à “Conta 10” que incluem supressão da vegetação, relocação de famílias a serem assentadas, aquisição de terras e interferências com infraestruturas, como o desvio de vias alagadas também são considerados.

Mais de 200 layouts podem ser desenvolvidos em cada local candidato e inúmeros outros podem ser avaliados, cada qual com diferentes possibilidades de altura de queda. A ferramenta analisa um número muito maior de possibilidades com mais agilidade que as metodologias existentes, por meio de processamento distribuído nas “nuvens”. Em parceria com o The Nature Conservancy, o HERA foi utilizado para revisitar alternativas de divisão de quedas em bacias hidrográficas no Brasil, como  Tapajós, Ivaí, Branco, Paraíba do Sul e Juruena, e também no exterior, como nos rios Magdalena, na Colômbia; Mbé e Komo, no Gabão; e Coatzacoalcos, no México.