Engie conclui compra da TAG

Transportadora de gás foi comprada da Petrobras por R$ 33 bilhões. Gustavo Labanca será o diretor presidente

A Engie enviou comunicado ao mercado nesta quinta-feira, 13 de junho, anunciando a finalização da operação de compra da Transportadora Associada de Gás junto a Petrobras. A empresa comprou a TAG por cerca de R$ 33,5 bilhões, 90% do capital social que estava em poder da Petrobras, que ainda vai ficar com 10% da TAG. A venda, que foi anunciada pela Engie no fim de abril, foi suspensa semanas depois para que o Supremo Tribunal decidisse se era necessária autorização do Congresso Nacional para que estatais pudessem vender suas subsidiárias.

A Engie pagou aproximadamente R$ 31,5 bilhões para a Petrobras pela compra e cerca de R$ 2 bilhões, correspondente ao pré-pagamento, pela TAG, das dívidas da empresa com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social com recursos disponibilizados pela Aliança à TAG. A compra foi feita através da subsidiária Aliança Transportadora de Gás Participações S.A, formada pela GDF International, Engie Brasil e CDPQ. Gustavo Henrique Labanca será o novo diretor- presidente da TAG. Ele vai acumular o cargo com a Diretoria de Desenvolvimento de Negócios da Engie. O restante da diretoria vai ser formada por Emmanuel Delfosse, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Engie Brasil Participações, como Diretor de Operações, e Marc Claassen, Gerente Financeiro da Engie Brasil Participações, como Diretor Financeiro interinamente.

Já para o Conselho de Administração, o grupo nomeou Maurício Bähr, atual presidente da Engie Brasil Participações e Presidente do Conselho de Administração. Foram nomeados ainda Eduardo Antonio Gori Sattamini, Diretor-Presidente da Engie Brasil Energia, Raphael Barreau, Diretor de Aquisições, Investimentos e Assessoria Financeira da Engie Brasil Participações e Martin Jahan de Lestang, Diretor de Negócios da Cadeia do Gás do Grupo Engie.

A compra da TAG deve auxiliar na abertura do mercado nacional de gás. O presidente da Engie Brasil, Maurício Bähr, já revelou que vê hoje nessa área as mesmas oportunidades que o setor elétrico tinha no fim da década de 90 do século passado, quando a empresa chegou ao Brasil. Hoje ela é a maior geradora privada do país.