Celesc investe R$ 65,7 milhões para reforçar rede elétrica rural

Iniciativa vai substituir os sistemas monofásicos em diversos municípios catarinenses, conferindo também proteção aos cabos de alumínio. Melhor atendimento deve garantir crescimento do agronegócio no estado

Visando reforçar o sistema de distribuição de energia na área rural de Santa Catarina e garantir o crescimento do agronegócio no estado, a Celesc lançou na semana passada, em Chapecó, a segunda modalidade do programa Celesc Rural, que irá permitir a substituição de redes de energia elétrica monofásicas por redes trifásicas em diversos municípios. Ao todo, serão investidos R$ 65,7 milhões em 1,2 mil quilômetros de rede da área de concessão da concessionária, com início já no segundo semestre deste ano. Novos projetos do tipo já estão sendo executados também em outras localidades e farão parte das próximas etapas do projeto.

A modernização prevê a instalação de equipamentos mais potentes para as atividades no campo, contribuindo para o aumento da produção e trazendo uma nova realidade para os produtores e para o agronegócio catarinense. O presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, afirmou que o programa foi concebido após sua gestão percorrer mais de 30 mil quilômetros no estado, ouvindo as demandas dos produtores. Ele conta que o desenvolvimento do projeto tinha uma proposta inicial de investimento de R$ 100 milhões em três anos, mas pela relevância do tema, a atual expectativa é de que quase a totalidade desse montante seja licitado ainda este ano, em obras que devem ser executadas entre 2019 e 2020. “A ideia agora é que essa seja uma ação perene a fim de proporcionar à área rural o que ela merece: a qualidade e a confiabilidade da energia elétrica”, definiu.

Hoje o Celesc Rural está em fase de licitação para contratação de empresas e aquisição de materiais. A previsão é de que até o final de 2020 cerca de 400 km de rede monofásicas tenham sido substituídas por trifásicas e mais de 800 Km de cabos de alumínio nu tenham sido substituídos por cabos protegidos. Para tanto, as novas redes irão possibilitar o aumento da capacidade do abastecimento de energia, ampliando a presença de sistemas de irrigação, ordenhadeiras elétricas, motores para a moagem de trato dos animais, aquecedores de estufas, ventiladores para granjas e outros equipamentos que requerem elevadas potências e que, devido ao alto consumo, não podem ser atendidos pelo sistema monofásico.

Presente na solenidade, a vice-governadora Daniela Reineher, enalteceu a iniciativa, agradecendo à distribuidora e a todos os envolvidos no programa por “olharem com carinho a uma importante questão para quem vive no meio rural e no oeste catarinense”. Já o secretário estadual da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, reforçou a importância do agronegócio para o estado. “Estamos acostumados a ouvir que a agricultura mantém o país e por isso devemos fazer mais pelo setor. O agronegócio responde por 30% do PIB de Santa Catarina, estado que mais exporta frango de um país que é líder mundial na exportação da ave. Certamente o programa vai ajudar os produtores catarinenses a desenvolverem ainda mais a economia regional”, afirmou.

Valdir Crestani, secretário do Desenvolvimento Rural e do Meio Ambiente de Chapecó, ressaltou que a política de melhoria adotada pela concessionária, além de atender a uma antiga aspiração dos produtores da região, irá beneficiar mais de dois mil produtores da região, sendo 650 grandes propriedades produtoras de ovos, perus, frangos e leite, que terão condições de desenvolver seus negócios graças à medida.

Em todo o estado, na primeira etapa do programa, que terá início no segundo semestre de 2019, serão instalados quase 400 Km de redes trifásicas. Deste montante, cerca de 200 Km serão instalados em 47 municípios da região Oeste, na área de abrangência do Núcleo Chapecó e das Unidades regionais da Empresa em Concórdia e São Miguel do Oeste.