Energisa entregará laudo de ativos de Ceron e Eletroacre este mês

Empresa terminou em junho o levantamento dos ativos das duas concessionárias adquiridas da Eletrobrás para a RTE prevista no edital em dezembro deste ano

A Energisa deverá entregar até o final de agosto o laudo com o inventário de ativos da Ceron e da Eletroacre. A companhia terminou em junho o inventário e a conciliação de ativos das duas concessionárias adquiridas da Eletrobras. Agora a companhia trabalha na elaboração desses relatórios a serem entregues à Agência Nacional de Energia Elétrica, o que deve ocorrer até 29 de agosto.
Essa é uma parte do processo previsto para a revisão tarifária extraordinária nas concessionárias. Segundo o presidente Ricardo Botelho, todos os ativos foram fotografados, catalogados e inseridos em plataforma de georreferenciamento. Ele comentou em teleconferência com analistas e investidores sobre os resultados da empresa no segundo trimestre que a fiscalização deverá começar em setembro. “Nosso plano de integração está em curso normal”, resumiu.
Ainda no que se refere ao saneamento das empresas a Energisa informou que a adesão de funcionários ao plano de demissão voluntária superou as expectativas iniciais da companhia em 30%. Não foi passada uma estimativa de impacto sobre as contas da empresa, mas esses funcionários que manifestaram a opção por deixar a companhia deverão sair até o final do ano.
Já no segmento de transmissão a companhia está avaliando os lotes que deverão fazer parte do próximo leilão da modalidade, a ser realizado no final deste ano. Contudo, disse Botelho, por razões estratégicas não revelou qual mais atrai o interesse da companhia.
Dentre os ativos em obras prevê a antecipação em 12 meses dos projetos arrematados em Goiás e no Pará em 2017. O avanço das obras está em 71% e 48%, respectivamente. Nos outros dois lotes, arrematados no Pará e no Tocantins em 2018 o avanço está em 10% e 5% nesses casos a estimativa de entregar antes do prazo estabelecido no cronograma da Aneel é de 12 e de 14 meses, respectivamente. Todos juntos somam uma RAP de R$ 189 milhões e investimentos de R$ 1,6 bilhão.