CTG Brasil investe em inovação para impulsionar crescimento sustentável de suas operações

Geradora destina R$ 12,8 milhões em dois projetos de pesquisa para o controle do mexilhão-dourado e transformação da biomassa das macrófitas em biocombustível

Em linha com o seu compromisso de promover o desenvolvimento sustentável de suas operações, contribuir com soluções inovadoras para geração de energia limpa e ajudar o setor elétrico brasileiro a superar os seus desafios, a CTG Brasil prevê investimentos de R$ 12 milhões em projetos de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) em 2019, em torno de 66% a mais do que em 2018, iniciativas estas geram valor para a sociedade e comunidades em torno de suas usinas.

Das 21 iniciativas em curso, duas chamam a atenção por trazerem soluções inovadoras e sustentáveis para problemas que afetam o setor elétrico: o projeto de controle genético do mexilhão-dourado, um molusco que se tornou umas das mais temidas espécies invasoras nos rios brasileiros, e a pesquisa para transformar a biomassa da macrófita, plantas aquáticas que afetam a operação das hidrelétricas, em biocombustível.

Mexilhão-Dourado

O controle genético do mexilhão-dourado é uma pesquisa pioneira no Brasil e tem como objetivo mitigar os impactos econômicos e ambientais causados pelo molusco da espécie Limnoperna fortunei. Considerado um invasor, não tem predadores naturais na fauna brasileira e se aloja nos sistemas de captação de água das turbinas de geração de energia, além de ser um risco para os ecossistemas aquáticos, causando desequilíbrios na fauna e flora locais.

Originário da Ásia e com uma grande capacidade de reprodução e dispersão, o molusco rapidamente se espalhou pelas regiões Sul e Sudeste do País, sendo considerada uma espécie de “poluição biológica, fenômeno este apontado como a segunda maior causa de extinção de espécies, só atrás da destruição de habitats.

Dentre os prejuízos socioambientais causados pela proliferação desordenada do molusco estão: 1) a destruição da vegetação aquática; 2) a ocupação do espaço e disputa por alimento com moluscos nativos; 3) prejuízos à pesca, uma vez que os peixes não conseguem digerir a casca dura do animal e acabam morrendo; 4) entupimento de canos e dutos de água, esgoto e irrigação; 5) prejuízos à navegação; e 6) impactos à geração hidrelétrica.

No caso da produção da energia elétrica, os moluscos, ao se prenderem às turbinas de geração, reduzem a eficiência dos equipamentos e obrigam as empresas a fazerem paradas para a manutenção das máquinas. De acordo com a startup Bio Bureau, a necessidade de retirada dos mexilhões obriga as usinas a interromperem, em média, as suas operações por três dias ao ano, gerando um custo de manutenção que varia de R$ 220 mil a R$ 1,4 milhão anuais.

Para enfrentar este problema, que afeta 40% das hidrelétricas brasileiras, a CTG Brasil, em parceria com a Bio Bureau e o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil do Senai (CETIQT), está estudando a criação de um mexilhão geneticamente modificado que gera apenas descendentes estéreis e, assim, reduz as taxas de reprodução do molusco. A erradicação da espécie solucionaria os impactos negativos causados pela infestação nas águas brasileiras.

Para a alteração do genoma, foi utilizada a tecnologia CRISPR, capaz de reescrever o código genético do molusco. O resultado esperado após 10 anos é controlar a população do mexilhão, livrando o ecossistema dos seus impactos. Iniciada em 2017, a pesquisa está agora na terceira fase e conta com investimento total de R$ 8,12 milhões.

Biocombustível de Macrófita

O projeto de transformação da biomassa das macrófitas tem como objetivo desenvolver uma nova técnica de destinação para as plantas aquáticas retiradas dos reservatórios das hidrelétricas. Atualmente, esse material passa por um processo de compostagem e, posteriormente, é doado para as prefeituras no entorno das usinas da CTG Brasil para o uso como adubo em viveiros, hortas comunitárias ou reassentamentos.

Diferentemente do mexilhão-dourado, as macrófitas exercem um importante papel no equilíbrio do ambiente aquático. Estudos mostram que essas plantas servem de alimento para inúmeros organismos, contribuem para diminuir a turbulência das águas, ajudam a sedimentar materiais em suspensão nos rios, especialmente naqueles locais onde a mata ciliar foi suprimida, e servem como local de desova e refúgio de diversas espécies, como peixes e insetos.

A proliferação excessiva das macrófitas, no entanto, prejudica o uso múltiplo das águas, com impactos negativos na geração de energia elétrica, irrigação, navegação por hidrovias, pesca e recreação – o monitoramento dessas plantas aquáticas, inclusive, é objeto de um outro projeto de pesquisa da CTG Brasil, demonstrando a importância do assunto para a empresa no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável e à otimização da produção de energia.

O desprendimento de macrófitas no reservatório da hidrelétrica Jupiá afetou a operação de 10 unidades geradoras em 2017, provocando a indisponibilidade das máquinas por cinco meses e gerando um custo de manutenção de R$ 3,8 milhões para a CTG Brasil. No ano anterior, a empresa já havia retirado mais de 2.315 m³ de macrófitas das grades da usina, volume equivalente a mais de 2 mil toneladas de plantas aquáticas.

No projeto de transformação da macrófita em biocombustível, técnicos da CTG Brasil, em parceria com o Instituto Senai de Inovação Biomassa de Três Lagoas (MS), irão testar a aplicação da técnica da pirólise rápida para aproveitar o potencial energético da planta. A pirólise rápida consiste na conversão termoquímica de materiais orgânicos a elevadas temperaturas (entre 350-550°C) na ausência de oxigênio, gerando como produto um bio-óleo. Essa metodologia já é aplicada, por exemplo, na produção do chamado etanol de segunda geração a partir do bagaço da cana-de-açúcar.

A exemplo do etanol e do biodiesel, o biocombustível proveniente da macrófita pode ser utilizado em motores tradicionais a combustão. Além de viabilizar o aproveitamento energético do resíduo, o projeto realizará o mapeamento, monitoramento e a identificação das espécies de macrófitas. Estudos ambientais anteriores já haviam identificados 86 tipos diferentes da planta nos reservatórios das hidrelétricas Ilha Solteira e Jupiá, onde o projeto está concentrado.

“Vamos usar ciência e tecnologia para propor uma solução inteligente e ecológica a um problema que afeta o uso da água e a operação das usinas hidrelétricas, exercendo o controle de macrófitas ao mesmo tempo em que transformamos os resíduos dessas plantas em energia”, afirma o diretor de Saúde, Segurança, Qualidade, Meio Ambiente e Patrimônio da CTG Brasil, Aljan Machado.

Com investimento total de R$ 4,68 milhões, o projeto terá duração de 36 meses, com previsão de encerramento em julho de 2022. Importante destacar o impacto regional da iniciativa, tendo em vista que a pesquisa será desenvolvida com um parceiro local, gerando desenvolvimento e conhecimento técnico para a região de Três Lagoas. Além de impulsionar o crescimento da CTG Brasil, parcerias com institutos, universidades e empresas de fomento à tecnologia ajudam na formação de técnicos, investindo em especialização, mestrados e doutorados.

Inovação no DNA da CTG Brasil

Em um contexto em que a inovação se torna cada vez mais um elemento-chave na estratégia dos principais players globais de energia, esses projetos comprovam o entendimento da CTG Brasil de que a inovação está no DNA da empresa e é um dos maiores impulsionadores de competitividade e desenvolvimento socioeconômico sustentável de suas comunidades.

“Nossos projetos de Pesquisa & Desenvolvimento nos trazem oportunidades únicas para alcançarmos um crescimento sustentável e são capazes de gerar benefícios a nossos clientes, acionistas, colaboradores, parceiros, fornecedores e à sociedade”, afirma o vice-presidente de Geração da CTG Brasil, Evandro Vasconcelos.

(Nota da Redação: Conteúdo patrocinado produzido pela CTG Brasil)