Cemig reverte perdas de 2018 e tem lucro de R$ 2,1 bi no segundo trimestre

Resultado positivo foi fortemente impactado por receita de créditos de Pis/Pasep e Cofins e receitas financeiras

A Cemig reverteu o prejuízo do segundo trimestre do ano passado e reportou um lucro líquido de R$ 2,1 bilhões de abril a junho de 2019. O resultado ebitda (antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,8 bilhão, aumento de 105% na comparação entre os dois períodos. A margem ebitda ficou em 25,82% – aumento de 10,07 pontos porcentuais ante o verificado no ano passado. A receita líquida no trimestre aumentou 25,15%, para R$ 7 bilhões, enquanto a receita bruta da companhia avançou 20,31% na base trimestral, para R$ 10 bilhões.
De acordo com o release de resultados da companhia, os ganhos trimestrais devem-se a receita de créditos de Pis/Pasep e Cofins de R$ 1,4 bilhão e receitas financeiras de R$ 1,5 bilhão referente à atualização dos créditos de Pis/Pasep e Cofins sobre ICMS. Esses itens foram os responsáveis pelo impacto reportado no resultado ebitda da empresa.
A energia comercializada pelo grupo Cemig, no segundo trimestre de 2019, totalizou 13.120.258 MWh, com decréscimo de 6,79% em relação ao mesmo trimestre de 2018, devido às reclassificações, no mês de maio, de consumidores industriais do mercado cativo para a classe comercial e residencial, redução no segmento livre devido a diferença de sazonalização e redução de vendas de energia no ACR devido ao término dos contratos de venda no 15º Leilão de Energia Existente.
A energia faturada aos clientes cativos e a energia transportada para clientes livres e distribuidoras, com acesso às redes da Cemig D, no segundo trimestre de 2019, totalizou 11.198.304 MWh. Esse resultado é a composição de uma redução no consumo do mercado cativo de 0,79% compensado pelo crescimento no uso da rede pelos clientes livres de 0,75%.
A energia faturada pela Cemig GT totalizou 6.864.111 MWh no segundo trimestre de 2019, com decréscimo de 9,15% em relação ao mesmo período de 2018.
O total da dívida consolidada em 30 de junho de 2019 ficou em  R$ 13,9 bilhões, uma redução de 6,06 % em relação a 31 de dezembro de 2018. No segundo trimestre, informou a Cemig, foram amortizados R$ 769,1 milhões, sendo a maior parte, R$ 515,2 milhões da Cemig D. Os investimentos da empresa nos seis primeiros meses do ano somaram R$ 553,5 milhões. Esse montante é de cerca de um terço do valor proposto para o ano total que é de pouco mais de R$ 1,5 bilhão.