Acordo da Enel GO prevê aumento de 26% na capacidade da rede em três anos

De acordo com governador Ronaldo Caiado, há chance de contratação imediata de 1.500 eletricistas

A Enel Distribuição Goiás, o Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica e o governo do estado assinaram na última segunda-feira, 26 de agosto, acordo para acelerar o aumento da oferta de energia e a melhora da qualidade do fornecimento na área de concessão da Enel. O acordo vai permitir que se aumente em 26% a capacidade da rede de distribuição em Goiás nos próximos três anos. Até 2022, serão acrescentados cerca de 1.500 MVA ao sistema elétrico, o suficiente para abastecer as cidades de Goiânia, Anápolis, Rio Verde e todos os 28 municípios da Região Metropolitana.

Na cerimônia, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), salientou que o estado agora tem a expectativa real de atender a demanda de energia reprimida e avançar em outras frentes, podendo ser mais competitivo. Segundo ele, o termo de acordo vai fazer com que sejam contratados de imediato 1.500 eletricistas. “Há a confiança que tudo que está no termo de acordo vai ser implantado dentro do prazo e com os investimentos necessários”, afirma. Ele citou ainda a atenção ao consumidor rural que o acordo traz. Dentre as obras previstas, estão 17 novas subestações. Cerca de 835 mil clientes serão beneficiados. Também está prevista a ampliação e reforma de outras 130 SEs.

O programa acelerado de curto prazo prevê o atendimento de 84% do volume requerido de compensação reativa em Goiás, com a instalação nos próximos 6 meses, até fevereiro de 2020, representando 407 Mvar. A distribuidora vai instalar ainda 83 Mvar de compensação reativa adicional em 2021 e outros 29 Mvar em 2022 e 48 Mvar em 2023, atingindo o somatório de 706 Mvar de compensação reativa instalada. Nas conexões rurais, o acordo acerta o atendimento de 100% do acumulado de conexões finalizado até 2022, reduzindo de 21.300 conexões rurais pendentes em 2019 para 15.600 em 2020 e 6.000 em 2021, além do aumento no volume de obras de 500 conexões por ano para até 10 mil por ano.

O estado de Goiás deverá emitir licenças e autorizações que estejam sob a sua competência de modo que a Enel Goiás atenda os prazos do acordo. O governo estadual também deverá colaborar para que outras licenças que não estejam sob o seu domínio sejam emitidas, além de apoio a Enel GO para a outorga do Licenciamento da Linha Carajás 138 kV. Essa linha vai oferecer 31,5 MVA de demanda para os clientes da região de Goiânia.

Serão realizadas reuniões quinzenais ou mensais de acompanhamento dos compromissos assumidos. Elas vão contar com a participação do governo e da Enel GO, e quando necessário, da Aneel e do MME. A concessionária vai ter que enviar um relatório sobre as ações a cada 15 dias. Enel GO e governo também vão elaborar um plano de comunicação e relacionamento institucional junto à sociedade e instituições. Segundo André Pepitone, diretor-geral da Aneel, que também participou, foi dado um passo concreto para restabelecer a qualidade da distribuição no estado.

O Country Manager da Enel no Brasil, Nicola Cotugno, ressaltou os investimentos já feitos pela Enel no estado, mas lembrou que esses novos investimentos vão dar uma resposta muito relevante à demanda reprimida da concessionária, que será resolvida. “A empresa acredita no futuro do estado de Goiás, um futuro de muito desenvolvimento que queremos ser parte”, aponta. No encontro, o ministro Bento Albuquerque citou as diversas reuniões realizadas entre o MME, Aneel e parlamentares para que, juntos, encontrassem uma solução adequada. “Esse Termo é fruto do trabalho conjunto de todos aqui presentes”, afirmou o ministro no encontro. “O Brasil é um país de oportunidade e Goiás está inserido como um dos estados de desenvolvimento e crescimento”, acrescentou.

A assinatura de acordo atende aos pedidos de Caiado, que vinha demonstrando insatisfação com o ritmo dos investimentos da distribuidora. A Agência CanalEnergia já havia noticiado o movimento que o governador vinha fazendo junto a autoridades em busca de uma solução. O governo alegava que a qualidade do serviço não melhorava e que muitos consumidores do agronegócio e indústrias tinham prejuízos.